De acordo com o Corpo de Bombeiros, o rompimento ocorreu em uma tubulação principal, gerando uma enxurrada que arrastou tudo o que estava pelo caminho. Pelo menos três residências desabaram totalmente, enquanto outras três foram parcialmente danificadas.
A vítima fatal foi Maria do Socorro Leal Teixeira de Araújo, de 62 anos, que, segundo familiares, estava acamada em casa no momento do rompimento. As outras duas vítimas — um homem e uma mulher — tiveram ferimentos nos pés e foram socorridas para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, onde permanecem com estado de saúde estável.
O governador João Azevêdo desembarcou em Campina Grande poucas horas após o acidente, acompanhado do vice-governador Lucas Ribeiro, do secretário de Infraestrutura Deusdete Queiroga e do presidente da Cagepa, para acompanhar de perto a situação.
Durante coletiva à imprensa, João Azevêdo lamentou a tragédia e assegurou que o governo estadual e a Cagepa “não fugirão da responsabilidade”. Ele anunciou a criação de uma comissão de investigação e reconstrução, com representantes da Secretaria de Infraestrutura, Defesa Civil, SUDEMA, Cagepa, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Secretaria de Desenvolvimento Humano.
Em nota oficial, a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) lamentou profundamente o ocorrido, manifestou solidariedade à família da vítima fatal e informou que equipes técnicas e de assistência social foram enviadas imediatamente ao local.
A companhia informou ainda que uma força-tarefa de engenheiros e peritos está atuando na área para avaliar a estrutura do reservatório, determinar o que ocasionou o rompimento e garantir a segurança das demais unidades.
Por causa do rompimento, o abastecimento de água foi interrompido em 40 bairros de Campina Grande e em municípios vizinhos, como Lagoa Seca, Lagoa de Roça, Areial e Montadas.
A Cagepa informou que está trabalhando para restabelecer o fornecimento gradualmente ainda neste sábado, com a normalização completa prevista para as próximas 48 horas.
Governador anuncia comissão e garante reparação total dos prejuízos
Durante coletiva à imprensa, João Azevêdo lamentou a tragédia e assegurou que o governo estadual e a Cagepa “não fugirão da responsabilidade”. Ele anunciou a criação de uma comissão de investigação e reconstrução, com representantes da Secretaria de Infraestrutura, Defesa Civil, SUDEMA, Cagepa, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Secretaria de Desenvolvimento Humano.
“Estaremos dando todo o apoio e suporte necessário às famílias atingidas. A Secretaria de Desenvolvimento Humano já está em campo, fazendo o levantamento casa por casa para entender o impacto em cada residência”, declarou o governador.O governador explicou ainda que a inspeção técnica no reservatório será concluída ainda neste sábado, para identificar as causas exatas do rompimento. Ele afirmou que, embora os danos materiais possam ser reparados rapidamente, o Estado adotará medidas preventivas para evitar novos incidentes.
“Não deixaremos ninguém com prejuízo. Seja um portão, um carro ou uma casa inteira — todos serão cadastrados e terão suas perdas reparadas. A maior tragédia é a perda de uma vida, e por isso nossa solidariedade está com os familiares da senhora que faleceu”, completou João.
Cagepa lamenta tragédia e investiga causas
A companhia informou ainda que uma força-tarefa de engenheiros e peritos está atuando na área para avaliar a estrutura do reservatório, determinar o que ocasionou o rompimento e garantir a segurança das demais unidades.
Abastecimento e energia afetados em Campina e região
A Cagepa informou que está trabalhando para restabelecer o fornecimento gradualmente ainda neste sábado, com a normalização completa prevista para as próximas 48 horas.
Já a Energisa confirmou que o incidente causou danos complexos à rede elétrica da área atingida. Houve interrupção momentânea no fornecimento de energia, mas, segundo a concessionária, o sistema de religamento automático garantiu a retomada imediata do serviço em boa parte das residências. Técnicos continuam no local refazendo estruturas danificadas e monitorando o risco elétrico, em apoio às equipes do Corpo de Bombeiros.
Destruição nas ruas e comoção entre os moradores
Moradores relataram que ouviram um forte estrondo antes que a enxurrada atingisse as residências. “Parecia um trovão. Quando a gente viu, já era água levando tudo”, contou uma moradora.
O clima no bairro da Prata é de tristeza e solidariedade, enquanto equipes do Estado e da Prefeitura seguem trabalhando no isolamento da área e no acolhimento das famílias desabrigadas.

