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Paraíba

Hytalo Santos pode ser ouvido presencialmente em audiência nesta quarta-feira (12), na Grande João Pessoa

Publicado em 12/11/2025 às 07:00 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
Foto: Reprodução/ Instagram
O processo que envolve os influenciadores Hytalo Santos e Israel Natã Vicente, conhecido como Euro, dá um novo passo nesta quarta-feira (12), com a realização da segunda audiência de instrução no Fórum de Bayeux. Pela primeira vez, os dois réus devem comparecer presencialmente diante do juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, titular da 2ª Vara da Comarca de Bayeux, para prestar interrogatório.

Na sessão, estão previstas também as oitivas de duas testemunhas de defesa, consideradas fundamentais para o andamento da ação. O momento é visto como crucial para o desfecho do caso, já que as declarações poderão influenciar a decisão da Justiça sobre a manutenção da prisão preventiva ou uma possível liberdade provisória, que já foi negada em outras ocasiões.

Atualmente, Hytalo e Israel estão detidos no Presídio do Roger, em João Pessoa, após terem sido transferidos de São Paulo no dia 28 de agosto, com autorização judicial. A prisão foi decretada no dia 15 de agosto para evitar destruição de provas e intimidação de testemunhas, segundo decisão judicial.

Na primeira audiência, os dois participaram por videoconferência. Na ocasião, foram apresentados ao processo HDs contendo informações extraídas de oito celulares apreendidos, além dos depoimentos de testemunhas de acusação. As provas foram reunidas durante investigações conduzidas pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) em conjunto com o Ministério Público do Trabalho (MPT).

O caso, que segue sob sigilo parcial, trata de suspeitas de exploração de menores em conteúdos digitais, com foco em vídeos produzidos para redes sociais. A defesa de Hytalo afirma que ele nega todas as acusações e reforça que o processo “segue com ampla colaboração”.

O episódio ganhou repercussão nacional após a publicação do vídeo “Adultização”, do influenciador Felca, no dia 6 de agosto, que denunciou a exposição de crianças e adolescentes em contextos inapropriados nas redes. O nome de Hytalo foi citado entre os exemplos mencionados, o que intensificou a pressão pública e acelerou as medidas judiciais já em andamento.

Segundo o delegado Carlos Othon, responsável pela transferência dos investigados, o deslocamento entre São Paulo e João Pessoa ocorreu de forma tranquila. “Foi um voo sem intercorrências. Eles se mostraram colaborativos durante todo o trajeto”, afirmou.

Após a audiência desta quarta, o Ministério Público deverá apresentar suas alegações finais, seguidas pela defesa. Só então o juiz analisará o conjunto de provas e decidirá se os réus serão condenados ou absolvidos.

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