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Paraíba

Homem é preso suspeito de agredir e manter companheira em cárcere privado no Sertão da Paraíba

Publicado em 21/10/2026 às 07:35 Por Lucas Rodrigues
Foto: Divulgação / Polícia Civil PB
Foto: Divulgação / Polícia Civil PB
Um homem de 25 anos foi preso em flagrante nesta terça-feira (20), suspeito de agredir, ameaçar e manter a companheira, de 27 anos, em cárcere privado no município de Manaíra, no Sertão da Paraíba. Segundo a Polícia Civil, a vítima relatou episódios de violência física e psicológica que teriam ocorrido ao longo dos últimos dias.

O suspeito, identificado pelas iniciais R.A.C., foi detido por volta das 14h e conduzido à delegacia por policiais militares. A ocorrência foi registrada após uma discussão entre o casal, que mantinha um relacionamento havia mais de dois anos.

De acordo com as informações repassadas pela Polícia Civil, o investigado mantinha relacionamentos simultâneos com três mulheres. A vítima teria descoberto, por meio de um vídeo gravado no último domingo (18), que o companheiro estava de mãos dadas com outra mulher após uma partida de futebol no Sítio Fortaleza, na zona rural de Manaíra.

A descoberta teria provocado uma discussão durante o horário de almoço desta terça-feira. Segundo o relato da vítima, ao manifestar que não aceitava mais a situação, ela foi agredida pelo companheiro e sofreu lesões corporais.

Durante o depoimento, a mulher afirmou que já vinha sofrendo agressões desde a semana anterior. Ela também relatou que o investigado a teria impedido de sair de casa, mantendo-a trancada no imóvel, e que só conseguiu deixar a residência quando precisou levar a filha à creche.

A vítima descreveu ainda outros episódios de violência. Segundo a investigação, o homem teria esfregado o rosto dela em um vaso sanitário, obrigado a mulher a tomar banho contra a própria vontade e a permanecer durante a noite sem roupas e com o corpo molhado. Ela também relatou ter sido submetida a práticas sexuais sem consentimento.

Além das agressões, o suspeito teria ameaçado a companheira caso ela procurasse a polícia para denunciar os episódios de violência.

Após a prisão, a Polícia Civil lavrou o auto de flagrante e solicitou à Justiça uma medida protetiva de urgência em favor da vítima, conforme previsto na Lei Maria da Penha.

O investigado permaneceu à disposição da Justiça para audiência de custódia. Ele deverá responder pelos crimes de lesão corporal, cárcere privado e ameaça, no contexto de violência doméstica.

Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelo telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher. Em situações de emergência, a Polícia Militar pode ser acionada pelo número 190.
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