João Pessoa ・ Sabado ・ 31 de outubro de 2026 ・ 26º C

Paraíba

Homem com mandado de prisão em aberto é morto a tiros em Caaporã; vítima foi atingida na região genital

Publicado em 31/10/2026 às 12:08 Por Redação
Foto: Divulgação / Polícia Civil PB
Foto: Divulgação / Polícia Civil PB
Um homem identificado como Paulo Vicente de Lima, conhecido como Paulo Marreco ou Paulo Ninja, foi morto a tiros neste sábado (31), na comunidade de Cupissura, no município de Caaporã, no Litoral Sul da Paraíba. Segundo informações repassadas pela Polícia Civil, a vítima foi atingida por cinco disparos de arma de fogo na região genital.

O homicídio foi registrado na Rua José Canuto, em Cupissura. As circunstâncias em que o homem foi surpreendido pelos disparos ainda não foram esclarecidas, assim como a quantidade de pessoas envolvidas no crime.

De acordo com o delegado Edder Hass, responsável pela ocorrência, Paulo Vicente possuía um mandado de prisão expedido no dia 22 de outubro de 2026, em razão de descumprimento das condições estabelecidas pela Justiça para o cumprimento de sua pena.

Documentos judiciais apresentados à reportagem mostram que Paulo havia recebido autorização para cumprir pena em regime aberto, na modalidade de prisão domiciliar, conforme decisão da Vara Regional de Execuções Penais de João Pessoa, assinada em 29 de julho deste ano.

Entre as determinações judiciais estavam o recolhimento obrigatório à residência em horários específicos, a proibição de sair da Região Metropolitana de João Pessoa sem autorização e a obrigação de comparecer mensalmente ao sistema de acompanhamento da execução penal.

A decisão também estabelecia restrições relacionadas ao consumo de bebidas alcoólicas, ao porte de armas e à frequência a determinados estabelecimentos. O descumprimento dessas condições poderia resultar na revogação do benefício e no retorno ao sistema prisional.

Ainda segundo o delegado, Paulo Vicente era acusado de estupro. A documentação disponibilizada, entretanto, não apresenta detalhes sobre a condenação que deu origem à execução penal nem permite estabelecer relação entre o histórico judicial da vítima e o homicídio.

A Polícia Civil deverá investigar a autoria e a motivação do assassinato. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre suspeitos identificados ou prisões relacionadas ao crime. Também não há confirmação de que os disparos na região genital tenham relação com a acusação mencionada pela autoridade policial.

Relacionadas