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Paraíba

Hemodinâmica do Hospital Metropolitano realiza primeiro implante transcateter de válvula aórtica de 2024

Atualizada em 11/03/2026 às 20:12 Por Redação
Reprodução: Governo da Paraíba
Reprodução: Governo da Paraíba
Recentemente habilitado pelo Ministério da Saúde, o Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, pertencente à rede estadual de saúde, realizou nesta quarta-feira (24) o primeiro implante transcateter de válvula aórtica (TAVI) de 2024. Esse procedimento permite a substituição da válvula aórtica por uma prótese sem a necessidade de cortes profundos, utilizando um cateter introduzido na região da virilha, que é direcionado até o coração. O procedimento foi realizado na Hemodinâmica da unidade, gerenciada pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde), em um paciente de 81 anos, de João Pessoa, com estenose da válvula aórtica, um estreitamento da válvula.

De acordo com o cirurgião cardiovascular Thiago Vila Nova, o TAVI envolve a colocação de uma prótese no anel valvar aórtico, com o implante sendo feito por meio de uma punção na virilha, na artéria da perna. A prótese é guiada por um cateter, utilizando radioscopia e ecocardiografia, até ser posicionada no anel aórtico.

“Essa técnica minimamente invasiva é usada para tratar a estenose da válvula aórtica em pacientes com alto risco cirúrgico, ou seja, aqueles com contraindicação para cirurgia convencional, geralmente devido a problemas específicos ou idade avançada. Por ser menos invasiva, os pacientes costumam ter uma recuperação mais rápida e um retorno precoce às atividades cotidianas em comparação com as cirurgias convencionais,” explicou Thiago.

Nivaldo Júnior, filho do paciente, relatou que seu pai, apesar da idade avançada, sempre foi muito saudável e nunca teve problemas cardíacos. “Mesmo com 81 anos, meu pai é muito saudável e foi a primeira vez que surgiu esse problema. Devido à sua idade, o médico optou pelo TAVI por ser menos invasivo. Graças a Deus, tudo ocorreu bem e nossa expectativa é que ele viva bem por mais uns 10 ou 20 anos,” afirmou.

Nivaldo também elogiou o tratamento humanizado recebido pelos profissionais do Hospital Metropolitano e agradeceu pelo acompanhamento desde a consulta até a realização do implante.

O Hospital Metropolitano foi o primeiro hospital público na Paraíba a realizar esse tipo de cirurgia de alta complexidade e custo em maio de 2019, em um paciente de 83 anos. Outros dois TAVI foram realizados na unidade em julho e setembro de 2023. O procedimento realizado nesta quarta-feira foi o primeiro após a habilitação pelo Ministério da Saúde, ocorrida em 11 de abril.

A decisão do Ministério da Saúde de incorporar os procedimentos ao Sistema Único de Saúde (SUS) visa o tratamento de estenose aórtica grave em pacientes com alto risco para a cirurgia convencional de troca de válvula aórtica, com idade igual ou superior a 75 anos.
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