O vereador Guga Pet (PP) levou ao plenário da Câmara Municipal de João Pessoa, nesta terça-feira (8), uma denúncia de suposta coação eleitoral em uma comunidade localizada nas imediações do bairro de Jaguaribe, na Capital.
Segundo o parlamentar, uma moradora teria relatado que foi ameaçada para não colocar em sua residência material de campanha do governador e candidato à reeleição Lucas Ribeiro (PP).
A denúncia foi apresentada verbalmente pelo vereador durante sessão da Câmara. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre eventual registro policial ou confirmação das circunstâncias relatadas.
“Recebo hoje uma reclamação, com muita tristeza, com muita decepção. E eu, como vereador dessa cidade, não vou aceitar, não vou me render e vou procurar a Justiça para que a Justiça possa tomar conta”, afirmou Guga Pet.
Vereador relata ameaça contra moradora
Durante o pronunciamento, Guga afirmou que a denúncia teria partido de uma moradora da comunidade conhecida como Matinha.
De acordo com o relato reproduzido pelo parlamentar, a mulher teria sido impedida de colocar uma foto ou adesivo de Lucas Ribeiro na residência e teria recebido uma ameaça de agressão caso descumprisse a determinação.
“A gente vai ter uma caminhada com o Lucas Ribeiro e a pessoa foi proibida de colocar a foto na casa dela, porque, se colocar, vai levar uma pisa de mangueira”, relatou o vereador, ao reproduzir a denúncia recebida.
A acusação, no entanto, ainda precisa ser apurada pelas autoridades competentes. Guga não apresentou, durante o trecho do discurso, a identidade de quem teria feito a ameaça.
Guga diz que procurará Segurança Pública e Polícia Federal
O vereador informou ainda que pretendia ir pessoalmente à comunidade e procurar órgãos de segurança para denunciar o caso.
“Eu vou lá. E de lá eu vou sair para a Secretaria de Segurança Pública [...] e depois vou dar certo da Polícia Federal também para pedir uma intervenção da Polícia Federal nesse processo eleitoral desse ano”, afirmou.
Guga classificou a situação como um ataque à liberdade de escolha dos eleitores.
“A gente não vai se render como pessoa de bem, de poder escolher em quem vai votar. Isso é um absurdo. Aonde a gente está vivendo? Que cidade a gente está vivendo?”, questionou.
Caso seja formalizada, a denúncia poderá ser analisada pelas autoridades eleitorais e de segurança para verificar se houve ameaça, constrangimento ou qualquer outra conduta destinada a interferir na liberdade de voto ou de manifestação política da moradora.

