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Paraíba

Grupo Vila Galé assinará protocolo para instalar hotel cinco estrelas no Centro Histórico de João Pessoa

Atualizada em 09/02/2026 às 17:42 Por Redação
Foto: PMJP
Foto: PMJP
O Governo da Paraíba e o grupo português Vila Galé oficializarão, nas próximas semanas, a construção de um hotel de luxo no Centro Histórico de João Pessoa. O protocolo de intenções será assinado em Portugal, durante a Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL). O novo equipamento, de categoria cinco estrelas, ocupará as instalações do antigo Colégio Diocesano Pio XII, localizado nas imediações do Complexo Cultural de São Francisco, uma das áreas mais emblemáticas da capital paraibana.

A chegada do Vila Galé é vista pela gestão estadual como o "ponto de virada" para o Centro Histórico, seguindo a lógica de interiorização e diversificação do turismo que já ocorre com o Polo Cabo Branco na orla.

• Patrimônio Histórico: O uso do antigo Colégio Pio XII integra um esforço de preservação através da ocupação econômica, transformando um prédio histórico em um ativo turístico de alto padrão.
• Presença Global: O grupo Vila Galé já opera em países como Portugal, Espanha e Cuba. No Brasil, possui unidades consolidadas em estados como Pernambuco e Ceará, e sua vinda para a Paraíba sinaliza a confiança do capital estrangeiro no crescimento do setor no estado.

Para o governador João Azevêdo, o hotel tem potencial para redefinir o fluxo de visitantes na capital. "Assim como o Polo Turístico mudou o turismo da praia, esse hotel vai mudar a história do turismo do Centro", afirmou o gestor. A expectativa é que a instalação do hotel atraia novos serviços para o entorno, como restaurantes, lojas de artesanato e opções culturais, fomentando a economia local durante todo o ano.

Para o pessoense, o investimento representa mais do que uma opção de hospedagem; é uma tentativa de solucionar o esvaziamento do Centro Histórico. A instalação de um hotel cinco estrelas aumenta a segurança, a iluminação e a circulação de pessoas na área, valorizando o patrimônio arquitetônico. Por outro lado, o projeto deve seguir rigorosas normas de preservação do Iphan e de órgãos de patrimônio, garantindo que a modernização não apague a identidade histórica do antigo colégio e da vizinhança da Igreja de São Francisco.
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