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Paraíba

Galdino crava que vaga no TCE será de deputado e garante apoio a Deusdete se João indicar

Atualizada em 09/02/2026 às 21:08 Por Redação
Foto: Reprodução
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O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), deputado Adriano Galdino, deu declarações decisivas sobre o tabuleiro político que envolve o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB). Galdino afirmou que a próxima vaga na Corte de Contas — decorrente da aposentadoria do conselheiro Fernando Catão — pertence por direito e articulação à própria Assembleia, e será preenchida obrigatoriamente por um deputado estadual. Além disso, o parlamentar sinalizou um gesto de unidade ao Executivo, prometendo avalizar o nome do secretário Deusdete Queiroga caso o governador João Azevêdo decida indicá-lo para uma futura vacância.

O cenário para 2026 prevê uma renovação importante na composição do TCE-PB. A primeira vaga, de indicação exclusiva do Poder Legislativo, já está pacificada internamente para ser ocupada por um dos membros da Casa de Epitácio Pessoa. No entanto, uma segunda vaga pode surgir com a possível antecipação da aposentadoria do conselheiro Nominando Diniz. É neste segundo espaço que as articulações entre o Palácio da Redenção e a Assembleia ganham contornos mais estratégicos.

A declaração de Galdino sobre Deusdete Queiroga não é apenas um apoio pessoal, mas um sinal de alinhamento institucional. Deusdete, atual secretário de Infraestrutura e Recursos Hídricos, é um dos nomes de maior confiança de João Azevêdo. Ao afirmar que sua assinatura estará no decreto de indicação caso o governador o escolha, Galdino reduz eventuais resistências dentro da Assembleia e consolida uma governabilidade harmônica entre os dois poderes até o fim do mandato.

Para o cidadão, a escolha de um conselheiro do TCE é fundamental, pois este órgão é responsável por fiscalizar como o dinheiro público de prefeituras e do estado é gasto. O movimento de Galdino mostra que a política paraibana está buscando uma transição sem rupturas, onde Legislativo e Executivo dividem as indicações para o tribunal. Essa "paz institucional" facilita a aprovação de matérias de interesse do governo, mas também coloca em evidência como as vagas em órgãos de fiscalização são tratadas como peças-chave no xadrez de alianças eleitorais.

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