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Paraíba

Foragido que enviou áudio desafiando delegado da Polícia Civil é assassinado a tiros em João Pessoa

Publicado em 24/10/2026 às 12:53 Por Redação
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Um homem de 33 anos, conhecido como “Argentino”, que estava foragido da Justiça e ganhou repercussão após enviar um áudio confrontando um delegado da Polícia Civil da Paraíba, foi assassinado a tiros na tarde desta sexta-feira (23), no bairro do Geisel, em João Pessoa. A vítima era investigada por suspeita de envolvimento em uma organização criminosa responsável por assaltos a residências na Zona Sul da capital.

Identificado como Antu Curilo Borges, o homem foi surpreendido por dois suspeitos em uma motocicleta na Rua Professor Josué da Silveira. Segundo as informações iniciais, os criminosos se aproximaram e efetuaram diversos disparos de arma de fogo, atingindo principalmente a região do tórax.

Equipes de socorro foram acionadas, mas a vítima morreu ainda no local. Durante os trabalhos periciais, pelo menos 16 cápsulas de munição teriam sido encontradas na área do crime. Os responsáveis pelos disparos fugiram e não haviam sido identificados até a última atualização.

O assassinato aconteceu pouco mais de três semanas depois de uma operação policial realizada em 30 de setembro, que tinha como objetivo prender suspeitos de integrar um grupo investigado por roubos violentos em bairros como Portal do Sol e Seixas.

De acordo com as investigações, os criminosos invadiam residências, rendiam moradores e mantinham famílias sob ameaça enquanto recolhiam objetos de valor, como joias, celulares e outros pertences. “Argentino” estava entre os investigados e era procurado pela polícia.

O caso ganhou outro capítulo no início de outubro, quando o suspeito enviou uma mensagem de áudio direcionada ao delegado Lucas Sá, titular da 9ª Delegacia Distrital de Mangabeira, responsável por investigações relacionadas ao grupo.

Na gravação, o homem questionava as diligências realizadas no apartamento de sua ex-companheira e acusava os policiais de perturbar a família. Ele afirmava que a mulher estava grávida e que havia uma criança pequena na residência.

“Eu só peço humildemente para o senhor que pare de perturbar a vida da minha esposa, porque não tem nada a ver”, declarou.

Durante a mensagem, o investigado também negou participação nos assaltos e contestou as suspeitas de que exerceria uma posição de liderança em uma organização criminosa.

“Eu tenho minha consciência que não tenho nada a ver com esse assalto, em nada com essa quadrilha aí não”, afirmou.

Em outro trecho, ao comentar as buscas realizadas para localizá-lo, o homem dirigiu uma provocação ao delegado: “Boa sorte na sua caçada”.

O áudio passou a circular nas redes sociais e chamou atenção pelo tom de confronto com o responsável pelas investigações. Apesar das acusações feitas pelo investigado contra a atuação policial, não há, nas informações disponíveis, confirmação de irregularidades nas diligências.

A produção do PontoPB entrou em contato com o delegado Lucas Sá para solicitar esclarecimentos sobre o áudio enviado pelo investigado, as circunstâncias das buscas realizadas anteriormente e possíveis informações relacionadas ao assassinato. Até a publicação desta matéria, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.

Além das investigações por roubos, o homem possuía antecedentes criminais e havia cumprido pena por um homicídio cometido em 2012, conforme as informações divulgadas sobre o caso.

No local do assassinato, testemunhas relataram que os dois homens responsáveis pelos disparos tiveram dificuldades para ligar a motocicleta utilizada na fuga. Eles teriam tentado abordar outro motociclista, mas não conseguiram. Em seguida, deixaram a região no próprio veículo.

A Polícia Civil investiga a autoria e a motivação do homicídio. Embora tenham sido divulgadas informações sobre possíveis conflitos envolvendo organizações criminosas, ainda não há confirmação de que essas disputas tenham motivado o assassinato.

O corpo foi encaminhado ao Instituto de Polícia Científica para os procedimentos periciais. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a identificação ou prisão dos envolvidos na execução.
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