Segundo o parlamentar, os adesivaços, camisetas e materiais citados na representação não configuram campanha fora de época porque não há pedido explícito de voto, não há número de partido e não há referência formal a candidatura. Ele comparou a situação ao uso espontâneo de camisetas e adesivos com nomes de lideranças políticas por eleitores. “É um trabalho feito pelo povo, pela militância, de forma voluntária. A gente só acompanha. Dentro da lei eleitoral, isso não configura campanha antecipada”, afirmou.
Fábio Lopes também disse que as mobilizações ocorrem há anos no campo político da direita e que a participação é voluntária, reunindo pessoas de diferentes idades. Para ele, trata-se de uma manifestação popular e não de uma ação coordenada com pedido de voto.
A fala do vereador ocorre após a Executiva do PSOL na Paraíba ingressar com uma representação no TSE contra Flávio Bolsonaro e Fábio Lopes, apontando suposta propaganda eleitoral antecipada. O processo será analisado pela ministra Estela Aranha. A ação é assinada pelo advogado e pré-candidato ao Governo do Estado pelo PSOL, Olímpio Rocha.
Na petição, o partido cita atos públicos e adesivaços realizados em João Pessoa e Campina Grande, além da divulgação de vídeos e panfletos digitais com frases como “Flávio 2026”, “Flávio Presidente” e “É preciso eleger Flávio Bolsonaro”. Para o PSOL, esse material representaria pedido explícito de voto, o que é vedado pela legislação antes de 15 de agosto do ano eleitoral.
A legenda pede ao TSE a retirada do conteúdo das redes sociais, a proibição de novas publicações semelhantes e a aplicação de multa aos envolvidos, além do envio do caso ao Ministério Público Eleitoral para apuração de possível abuso de poder político.

