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Paraíba

Exoneração de Rougger Guerra é oficializada pela Prefeitura de João Pessoa após Operação Cítrico

Publicado em 18/04/2026 às 06:00 Por Redação
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
A exoneração de Rougger Guerra do cargo de secretário de Gestão Governamental e chefe de gabinete da Prefeitura de João Pessoa foi oficializada nesta sexta-feira (17), conforme publicação no Diário Oficial do Município. A decisão foi tomada pelo prefeito Leo Bezerra (PSB), após o agora ex-auxiliar ser alvo da Operação Cítrico, deflagrada pela Polícia Federal na última terça-feira (14).

Rougger Guerra havia colocado o cargo à disposição no mesmo dia da operação. Em nota, ele negou envolvimento com os fatos investigados. “Esclareço, de forma categórica, que não tenho qualquer envolvimento com os fatos investigados, tampouco mantive qualquer relação com as situações apuradas”, afirmou. Em contato com a imprensa, também declarou estar com a “consciência tranquila”.

Novo nomeado para o cargo


Para a função, o prefeito nomeou Vitor Cavalcante de Sousa Valério, que já ocupou o cargo de secretário de Desenvolvimento Social na gestão municipal em 2017, durante a administração de Luciano Cartaxo.

Operação Cítrico


A Operação Cítrico investiga a atuação de uma organização criminosa suspeita de fraudar licitações, desviar recursos públicos, praticar lavagem de dinheiro e financiar facção criminosa no município de Cabedelo.

Entre os alvos da operação estão o prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto, que foi afastado do cargo por decisão judicial, além de auxiliares da gestão municipal, do ex-prefeito Vitor Hugo e do próprio Rougger Guerra.

De acordo com a Polícia Federal, o esquema investigado envolve a contratação fraudulenta de empresas fornecedoras de mão de obra supostamente ligadas à facção criminosa conhecida como “Tropa do Amigão”, associada ao Comando Vermelho. As investigações apontam para a possível infiltração de integrantes da organização em estruturas da administração pública, com uso de contratos para obtenção de vantagens ilícitas e manutenção de influência.

Investigação em andamento


Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado seria formado por agentes públicos, empresários e integrantes da organização criminosa, com atuação voltada à manutenção de contratos milionários. O valor sob investigação pode chegar a R$ 270 milhões.

Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares como afastamento de servidores públicos. A operação é realizada em conjunto pela Polícia Federal, Ministério Público da Paraíba, por meio do Gaeco, e Controladoria-Geral da União.

As investigações seguem em andamento, e os envolvidos poderão responder por crimes como frustração do caráter competitivo de licitação, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento de organização criminosa.
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