Rougger Guerra havia colocado o cargo à disposição no mesmo dia da operação. Em nota, ele negou envolvimento com os fatos investigados. “Esclareço, de forma categórica, que não tenho qualquer envolvimento com os fatos investigados, tampouco mantive qualquer relação com as situações apuradas”, afirmou. Em contato com a imprensa, também declarou estar com a “consciência tranquila”.
Novo nomeado para o cargo
Operação Cítrico
Entre os alvos da operação estão o prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto, que foi afastado do cargo por decisão judicial, além de auxiliares da gestão municipal, do ex-prefeito Vitor Hugo e do próprio Rougger Guerra.
De acordo com a Polícia Federal, o esquema investigado envolve a contratação fraudulenta de empresas fornecedoras de mão de obra supostamente ligadas à facção criminosa conhecida como “Tropa do Amigão”, associada ao Comando Vermelho. As investigações apontam para a possível infiltração de integrantes da organização em estruturas da administração pública, com uso de contratos para obtenção de vantagens ilícitas e manutenção de influência.
Investigação em andamento
Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares como afastamento de servidores públicos. A operação é realizada em conjunto pela Polícia Federal, Ministério Público da Paraíba, por meio do Gaeco, e Controladoria-Geral da União.
As investigações seguem em andamento, e os envolvidos poderão responder por crimes como frustração do caráter competitivo de licitação, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento de organização criminosa.

