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Ex-prefeita de Joca Claudino é presa após Justiça determinar cumprimento de pena de mais de 14 anos em regime fechado

Publicado em 09/10/2026 às 07:34 Por Lucas Rodrigues
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Foto: Reprodução / Redes Sociais
A ex-prefeita de Joca Claudino, no Sertão da Paraíba, Lucrécia Adriana de Andrade Barbosa, de 48 anos, foi presa pela Polícia Militar nesta sexta-feira (9), após a Justiça determinar o cumprimento de uma pena de 14 anos, sete meses e 14 dias de prisão em regime fechado. O mandado foi cumprido no próprio município que ela administrou.

A prisão ocorreu após uma decisão judicial que unificou as penas de diferentes condenações contra a ex-gestora, relacionadas a irregularidades cometidas durante sua passagem pela administração municipal.

Antes da nova determinação, Lucrécia cumpria pena em regime aberto, com monitoramento por tornozeleira eletrônica. Com a unificação das condenações, a Justiça determinou a regressão para o regime fechado.

Entre os processos está uma condenação por crime de responsabilidade envolvendo a compra de um imóvel pela Prefeitura de Joca Claudino, em 2011, no distrito de Fazenda Nova. Segundo a denúncia, o município pagou R$ 52 mil pelo terreno, sem licitação, embora o valor de mercado fosse estimado em R$ 27.390.

A diferença de R$ 24.610 foi considerada pela Justiça como prejuízo aos cofres públicos. A ex-prefeita também acumula condenações relacionadas ao recebimento irregular de diárias e a um processo ligado à Operação Andaime, conduzida pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal para investigar suspeitas de fraudes em obras e contratos públicos na Paraíba.

Além do uso de tornozeleira eletrônica, Lucrécia estava submetida a outras restrições judiciais, incluindo a suspensão dos direitos políticos, a proibição de deixar a comarca e o recolhimento domiciliar durante a noite e nos fins de semana.

Após o cumprimento do mandado, a ex-prefeita foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil de Uiraúna. A decisão judicial determina sua transferência para uma unidade prisional compatível com o regime fechado.

Até a divulgação das informações, a defesa de Lucrécia Adriana de Andrade Barbosa não havia se pronunciado sobre a prisão.
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