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Paraíba

Escolas da Paraíba aderem a programa de prevenção à violência doméstica

Publicado em 09/12/2025 às 10:26 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
Foto: Reprodução/ Instagram
A Paraíba oficializou, nesta terça-feira (9), no Centro Administrativo Estadual, em Jaguaribe, a parceria entre o Programa Antes Que Aconteça e a Secretaria de Estado da Educação, consolidando os primeiros passos para a implantação do “Antes Que Aconteça nas Escolas” na rede pública estadual. A iniciativa tem como foco inserir, no cotidiano escolar, ações estruturadas de conscientização, prevenção e acolhimento relacionadas à violência doméstica.

A solenidade reuniu autoridades, profissionais da educação e representantes do programa. A coordenadora nacional do Antes Que Aconteça, senadora Daniella Ribeiro, e o secretário de Estado da Educação, Wilson Filho, destacaram que a parceria marca uma etapa decisiva para aproximar o debate da comunidade escolar e fortalecer políticas públicas de proteção.

Cartilha será o primeiro material a chegar às escolas


Com a parceria firmada, o programa passa a desenvolver, junto à rede estadual, a distribuição de uma cartilha educativa que orientará gestores, professores, estudantes e famílias sobre temas essenciais como convivência saudável, respeito, relações abusivas, direitos de meninas e mulheres e canais de proteção. O material busca facilitar a identificação de sinais de violência e incentivar práticas de acolhimento dentro das escolas.

Educação como eixo fundamental da prevenção


O Antes Que Aconteça nas Escolas integra o eixo educacional do Programa Antes Que Aconteça, que vem sendo implementado na Paraíba desde 2025, com ações robustas de prevenção e atendimento às mulheres em situação de violência. Entre as iniciativas já existentes estão as 52 Salas Lilás, unidades de acolhimento, carretas de direitos, grupos reflexivos para homens e atividades nas áreas de saúde, tecnologia e empreendedorismo feminino.

As Salas Lilás, previstas na Portaria MJSP nº 911/2025, oferecem atendimento especializado a meninas e mulheres vítimas de violência. A primeira unidade do país, no âmbito do Ministério da Justiça, foi instalada em João Pessoa, no Instituto de Polícia Científica (IPC-PB). A segunda foi inaugurada em Campina Grande, e a previsão é de expansão para todo o estado.

Papel dos educadores ganha reforço


Durante a apresentação da parceria, foi enfatizado que educadores terão um papel central na implementação do programa dentro das escolas. As diretrizes incluem:

  • Promoção da igualdade de gênero;

  • Observação de comportamentos que possam indicar risco ou sofrimento;

  • Acolhimento sem julgamentos;

  • Acionamento de equipes psicossociais quando necessário;

  • Enfrentamento imediato de atitudes machistas ou discriminatórias.

Segundo o conteúdo apresentado, “a proteção começa com uma conversa simples, carinho e escuta ativa”.

Construção de uma cultura escolar mais segura


A parceria também prevê ações destinadas a orientar estudantes sobre consentimento, autonomia, limites nas relações e convivência saudável — tanto presencialmente quanto no ambiente digital. O objetivo é fortalecer uma cultura de respeito e impedir que sinais sutis de violência passem despercebidos.

Para as meninas, o programa reforça que comportamentos como controle, ciúme e humilhação configuram violência.
Para os meninos, reforça que meninas têm os mesmos direitos e que comportamentos machistas perpetuam ciclos de agressão.

Estudantes como agentes de proteção


A iniciativa ainda incentiva alunos e alunas a adotarem atitudes que reforcem o cuidado coletivo: acolher colegas, intervir diante de injustiças e respeitar diferenças. A comunidade escolar será orientada sobre os canais de denúncia disponíveis, como 180, 197 e 190, todos gratuitos e sigilosos.

Com a parceria firmada, a Paraíba avança na construção de uma rede escolar mais consciente, segura e comprometida com a prevenção à violência, reconhecendo o ambiente educacional como espaço estratégico para promover proteção e respeito desde cedo.

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