A solenidade reuniu autoridades, profissionais da educação e representantes do programa. A coordenadora nacional do Antes Que Aconteça, senadora Daniella Ribeiro, e o secretário de Estado da Educação, Wilson Filho, destacaram que a parceria marca uma etapa decisiva para aproximar o debate da comunidade escolar e fortalecer políticas públicas de proteção.
Com a parceria firmada, o programa passa a desenvolver, junto à rede estadual, a distribuição de uma cartilha educativa que orientará gestores, professores, estudantes e famílias sobre temas essenciais como convivência saudável, respeito, relações abusivas, direitos de meninas e mulheres e canais de proteção. O material busca facilitar a identificação de sinais de violência e incentivar práticas de acolhimento dentro das escolas.
O Antes Que Aconteça nas Escolas integra o eixo educacional do Programa Antes Que Aconteça, que vem sendo implementado na Paraíba desde 2025, com ações robustas de prevenção e atendimento às mulheres em situação de violência. Entre as iniciativas já existentes estão as 52 Salas Lilás, unidades de acolhimento, carretas de direitos, grupos reflexivos para homens e atividades nas áreas de saúde, tecnologia e empreendedorismo feminino.
As Salas Lilás, previstas na Portaria MJSP nº 911/2025, oferecem atendimento especializado a meninas e mulheres vítimas de violência. A primeira unidade do país, no âmbito do Ministério da Justiça, foi instalada em João Pessoa, no Instituto de Polícia Científica (IPC-PB). A segunda foi inaugurada em Campina Grande, e a previsão é de expansão para todo o estado.
Durante a apresentação da parceria, foi enfatizado que educadores terão um papel central na implementação do programa dentro das escolas. As diretrizes incluem:
A parceria também prevê ações destinadas a orientar estudantes sobre consentimento, autonomia, limites nas relações e convivência saudável — tanto presencialmente quanto no ambiente digital. O objetivo é fortalecer uma cultura de respeito e impedir que sinais sutis de violência passem despercebidos.
Cartilha será o primeiro material a chegar às escolas
Educação como eixo fundamental da prevenção
As Salas Lilás, previstas na Portaria MJSP nº 911/2025, oferecem atendimento especializado a meninas e mulheres vítimas de violência. A primeira unidade do país, no âmbito do Ministério da Justiça, foi instalada em João Pessoa, no Instituto de Polícia Científica (IPC-PB). A segunda foi inaugurada em Campina Grande, e a previsão é de expansão para todo o estado.
Papel dos educadores ganha reforço
- Promoção da igualdade de gênero;
- Observação de comportamentos que possam indicar risco ou sofrimento;
- Acolhimento sem julgamentos;
- Acionamento de equipes psicossociais quando necessário;
- Enfrentamento imediato de atitudes machistas ou discriminatórias.
Construção de uma cultura escolar mais segura
Para as meninas, o programa reforça que comportamentos como controle, ciúme e humilhação configuram violência.
Para os meninos, reforça que meninas têm os mesmos direitos e que comportamentos machistas perpetuam ciclos de agressão.
A iniciativa ainda incentiva alunos e alunas a adotarem atitudes que reforcem o cuidado coletivo: acolher colegas, intervir diante de injustiças e respeitar diferenças. A comunidade escolar será orientada sobre os canais de denúncia disponíveis, como 180, 197 e 190, todos gratuitos e sigilosos.
Com a parceria firmada, a Paraíba avança na construção de uma rede escolar mais consciente, segura e comprometida com a prevenção à violência, reconhecendo o ambiente educacional como espaço estratégico para promover proteção e respeito desde cedo.
Para os meninos, reforça que meninas têm os mesmos direitos e que comportamentos machistas perpetuam ciclos de agressão.
Estudantes como agentes de proteção
Com a parceria firmada, a Paraíba avança na construção de uma rede escolar mais consciente, segura e comprometida com a prevenção à violência, reconhecendo o ambiente educacional como espaço estratégico para promover proteção e respeito desde cedo.

