Segundo as entidades, os questionamentos foram apresentados por meio de pedido de impugnação administrativa do edital e também através de um Mandado de Segurança protocolado na Justiça.
Entre os pontos contestados está o cargo de Engenheiro de Segurança do Trabalho, que prevê jornada semanal de 40 horas e remuneração de R$ 1.677.
Também foram questionados os salários ofertados para os cargos de Engenheiro Civil e Engenheiro Eletricista, fixados em R$ 5.523,82 no edital do concurso.
As entidades afirmam que os valores não atendem ao piso salarial previsto na Lei Federal nº 4.950-A/66, legislação que estabelece a remuneração mínima para profissionais das áreas de engenharia, agronomia e geociências.
De acordo com as instituições, a mobilização busca garantir o cumprimento da legislação federal e assegurar a valorização profissional das categorias representadas.
A presidente em exercício do Crea-PB, Cândida Régis, afirmou que o piso salarial deve ser tratado como prioridade pelo poder público.
Segundo ela, a defesa do piso profissional está relacionada à valorização da engenharia e às responsabilidades técnicas exercidas pelos profissionais da área.
Já a presidente do Senge-PB e conselheira federal do Confea, Giucélia Figueiredo, declarou que as entidades permanecem unidas em defesa do exercício legal da profissão e do cumprimento das garantias previstas na legislação federal.
Até o momento, a Prefeitura de Campina Grande não informou se haverá alterações no edital do concurso público após os questionamentos apresentados pelas entidades.
O Concurso Público nº 01/2026 prevê vagas para diferentes áreas da administração municipal, incluindo cargos técnicos ligados à engenharia.
