Durante a entrevista, Efraim afirmou que foi comunicado previamente pela prefeita sobre a escolha e disse respeitar a decisão, que, segundo Léa, foi motivada por laços familiares com o vice-prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra.
“Ela já me comunicou a decisão de seguir com a pré-candidatura de Cícero, justificando os laços familiares com Léo Bezerra. É uma decisão da política e, como tal, deve ser respeitada”, declarou o senador.
Apesar do tom respeitoso, Efraim lamentou a posição da correligionária e relembrou o apoio dado à gestão municipal de Guarabira. Segundo ele, quando Léa precisou de suporte político e institucional, foi ao seu grupo que recorreu.
“Quando ela precisou de socorro, não foi à porta de Cícero que ela bateu, foi à minha. Foi o nosso partido que garantiu fundo partidário, emendas e recursos. Só neste primeiro ano foram cerca de R$ 10 milhões destinados a Guarabira para fortalecer a gestão da prefeita”, afirmou.
O senador também destacou sua atuação direta na campanha municipal, lembrando que esteve presente nas ruas durante o processo eleitoral.
“Eu subi ladeira, fiz comício, caminhei junto com ela. Naquele momento, Cícero apoiava o candidato da oposição. Se dependesse dele, Léa não teria sido eleita prefeita de Guarabira”, disse.
Efraim reforçou que, apesar da decisão política da prefeita, mantém o respeito pessoal e institucional, e afirmou confiar no reconhecimento da população de Guarabira.
“Independentemente disso, espero contar com o reconhecimento do povo de Guarabira, que sabe quem esteve ao lado na hora mais difícil, trazendo o apoio necessário para uma vitória que foi apertada, mas muito importante”, concluiu.

