Durante entrevista, Odon criticou o que chamou de deslocamento do debate municipal para disputas nacionais. “O debate na Câmara ficou entre Lula e Bolsonaro todo dia”, afirmou, defendendo que o plenário deve priorizar pautas locais e demandas concretas da população.
Sobre as recentes movimentações entre base governista e oposição, o parlamentar evitou fazer juízo de valor, mas ressaltou que cada vereador precisará prestar contas ao eleitorado. Ele também relativizou projeções que apontam crescimento expressivo da oposição.
“Há muito folclore nisso. A realidade deve girar em torno de 11 ou 12 vereadores de oposição”, avaliou.
“Há muito folclore nisso. A realidade deve girar em torno de 11 ou 12 vereadores de oposição”, avaliou.
Odon Bezerra afirmou que considera a oposição fundamental para a democracia, mas defendeu que ela atue de forma construtiva. Segundo ele, críticas são legítimas quando ajudam a melhorar projetos e políticas públicas, mas não devem se basear em ressentimentos ou disputas pessoais.
“Oposição é necessária, mas precisa ser propositiva, não rancorosa”, destacou.
“Oposição é necessária, mas precisa ser propositiva, não rancorosa”, destacou.
O vereador também comentou os reflexos do rompimento político entre o prefeito Cícero Lucena e o governador João Azevêdo (PSB). Filiado ao PSB, Odon reconheceu que vive um momento delicado por liderar o governo municipal em meio a um cenário de tensão entre aliados.
Ele afirmou que, pessoalmente, não tem motivo para deixar de apoiar João Azevêdo em eventual candidatura ao Senado. “Não tenho qualquer motivo para não votar em João”, disse.
Ao mesmo tempo, admitiu que há desconfortos dentro do grupo político. Odon mencionou que seu irmão, Hervázio Bezerra, teria se sentido desrespeitado em episódio recente, o que dificulta uma recomposição imediata.
Ele afirmou que, pessoalmente, não tem motivo para deixar de apoiar João Azevêdo em eventual candidatura ao Senado. “Não tenho qualquer motivo para não votar em João”, disse.
Ao mesmo tempo, admitiu que há desconfortos dentro do grupo político. Odon mencionou que seu irmão, Hervázio Bezerra, teria se sentido desrespeitado em episódio recente, o que dificulta uma recomposição imediata.

