Paraíba
Dois homens são mortos em crimes violentos registrados em Caaporã e Lucena
Publicado em 06/10/2026 às 09:22 Por Lucas Rodrigues
Em Caaporã
O caso mais recente aconteceu durante a madrugada desta terça-feira. Segundo as informações repassadas à polícia, criminosos chegaram à residência de Marcelo Joaquim Pacheco, de 57 anos, afirmando que eram policiais.
O grupo arrombou a porta e entrou no imóvel, onde também estavam familiares da vítima. Os invasores passaram a procurar por Marcelo dentro da residência.
De acordo com as informações preliminares, Marcelo tentou se esconder embaixo de uma cama. Os criminosos, porém, localizaram a vítima, retiraram o homem do local e efetuaram vários disparos.
A informação inicial é de que mais de uma arma teria sido utilizada no homicídio, devido à identificação de diferentes calibres no local. A confirmação sobre a quantidade de armas e atiradores dependerá do trabalho pericial.
Marcelo morreu ainda dentro da residência. Os responsáveis pelo crime fugiram e, até a última atualização, ninguém havia sido preso.
Familiares relataram à polícia que Marcelo teve envolvimento com atividades criminosas no passado, mas afirmaram que, nos últimos anos, havia mudado de vida, estava trabalhando e frequentando uma igreja. A eventual relação desse histórico com o homicídio ainda não foi confirmada e deverá ser apurada pela Polícia Civil.
Corpo parcialmente carbonizado é encontrado em Lucena
O outro homicídio foi descoberto na segunda-feira, em uma estrada de terra na região de Lucena. O corpo de um homem ainda não identificado foi encontrado parcialmente carbonizado e com os pés amarrados.
Segundo o delegado Thiago Cavalcante, a principal hipótese inicial é de que o homicídio tenha ocorrido em outro local e o corpo posteriormente levado para a área onde foi encontrado. A vítima estava envolvida em materiais plásticos e tecidos que também foram incendiados.
A perícia identificou ferimentos profundos no pescoço e lesões nas mãos compatíveis com uma possível tentativa de defesa. Segundo o perito criminal Pietro Cirino, não foram identificadas perfurações provocadas por disparos de arma de fogo.
A vítima estava apenas de roupa íntima e utilizava uma pulseira e um anel. Nenhuma tatuagem ou outra característica que permitisse uma identificação imediata foi encontrada durante a análise inicial.
A Polícia Civil trabalha para identificar o homem e determinar onde o homicídio aconteceu. A autoria, a motivação e as circunstâncias do crime também são investigadas.
Até o momento, não há qualquer informação que indique relação entre os homicídios registrados em Caaporã e Lucena. Os dois casos são investigados separadamente pela Polícia Civil.
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