A fala original ocorreu quando Queiroga utilizou metáforas de teor sexual para criticar adversários políticos. Na ocasião, ele afirmou que seu partido “não é um ejaculador precoce” e comparou o comportamento político a alguém que “goza na cueca e passa o resto da noite assistindo televisão”, expressão que chamou atenção por ter sido dita em um programa exibido durante a tarde.
Questionado sobre a repercussão da declaração e se esse tipo de linguagem será adotado durante a campanha eleitoral, Queiroga respondeu de forma direta. O pré-candidato criticou o que classificou como “hipocrisia” nas reações às suas falas. De acordo com ele, o público já conhece seu estilo e sua forma de comunicação.
Durante a entrevista, o jornalista também questionou se o uso da metáfora teria sido uma estratégia para tornar o discurso mais compreensível para o público. Em resposta, Queiroga comparou a situação à linguagem utilizada na medicina.
Segundo o ex-ministro, médicos frequentemente utilizam códigos técnicos — como o CID (Classificação Internacional de Doenças) — para se referir a diagnósticos, e afirmou que as pessoas conseguem compreender o sentido das mensagens mesmo quando elas são expressas por meio de metáforas ou códigos.
Apesar das críticas, o pré-candidato reafirmou que não pretende modificar o tom de suas declarações: "Digo o que eu quero".
