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Paraíba

Delegado Braz Morroni e agente presos em operação contra desvio de drogas são exonerados de cargos na Polícia Civil da Paraíba

Publicado em 29/10/2026 às 16:46 Por Redação
Foto: Reprodução
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O delegado Braz Morroni de Paiva Júnior e o agente Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como “Mão Branca”, foram exonerados dos cargos comissionados que ocupavam na Polícia Civil da Paraíba. A decisão foi oficializada pelo governador Lucas Ribeiro e publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (29). Os dois são investigados por suspeita de participação em um esquema de desvio e comercialização ilegal de drogas apreendidas.

Os policiais foram presos no dia 2 de junho, durante a Operação Perfidus, que investiga a atuação de agentes públicos e integrantes de uma organização criminosa suspeita de utilizar a estrutura policial para desviar entorpecentes e revendê-los no mercado ilegal.

Braz Morroni estava vinculado à Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT), em João Pessoa. Segundo as investigações, o delegado teria participado do desvio de drogas apreendidas, recebido parte dos valores obtidos com a revenda dos entorpecentes e utilizado a posição hierárquica para proteger outros integrantes do grupo.

Já Eduardo Jorge Ferreira, conhecido como “Mão Branca”, é investigado por suspeita de participação na retirada de drogas apreendidas, no acompanhamento de carregamentos, na manipulação de rastreadores e no armazenamento dos entorpecentes desviados.

A Operação Perfidus foi conduzida pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), da Polícia Civil.

Em agosto, a Justiça da Paraíba recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público e tornou réus oito investigados no caso. Entre eles estão Braz Morroni, Eduardo Jorge e o agente Everton Aires, também alvo das investigações.

Apesar da exoneração publicada nesta quinta-feira, os dois policiais continuam vinculados à Polícia Civil. A medida determina a perda dos cargos de confiança que ocupavam, mas não representa demissão definitiva ou expulsão da carreira pública, providências que dependem dos procedimentos legais correspondentes.

A investigação apura suspeitas relacionadas ao tráfico de drogas e à participação de servidores públicos em uma organização criminosa. As acusações ainda serão analisadas pela Justiça durante o andamento da ação penal, com direito à defesa dos envolvidos.

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