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Paraíba

Delegado Braz Morrone é preso em operação contra tráfico de drogas em João Pessoa

Publicado em 02/06/2026 às 12:30 Por Redação
A prisão do delegado Braz Morrone durante uma operação contra o tráfico de drogas em João Pessoa, na manhã desta terça-feira (2), colocou sob investigação um dos titulares da Polícia Civil da Paraíba. Morrone, que comanda a Delegacia de Crimes contra o Patrimônio (DCCPAT), é suspeito de repassar informações sigilosas a uma organização criminosa.

Braz Morrone de Paiva Júnior atua há mais de 20 anos na Polícia Civil da Paraíba. Ele foi nomeado delegado em 12 de agosto de 2004, após aprovação em concurso público.

Ao longo da carreira, o delegado passou pelas delegacias de Cuité e Itabaiana, pela 4ª Delegacia Distrital de Campina Grande e atuou como plantonista na Segunda Delegacia Regional de Polícia Civil. Em 2017, assumiu funções na Delegacia de Repressão a Entorpecentes. Dois anos depois, passou a comandar a Delegacia de Crimes contra o Patrimônio.

A operação, denominada “Perfídia”, investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas. Segundo a Polícia Civil, agentes públicos teriam utilizado a estrutura estatal para beneficiar atividades criminosas.

Além do delegado, outros dois agentes foram presos. Um deles é Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como “Bomba” ou “Bombado”. Conforme a investigação, ele seria o operador central do grupo, responsável por intermediar contatos entre policiais e traficantes.

O segundo agente preso é Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como “Mão Branca”. De acordo com a Polícia Civil, o investigador é suspeito de participação direta em subtrações de drogas, monitoramento de carregamentos, uso de rastreadores e ocultação de entorpecentes em residência.

Também foram presos João Wicttor Alves de Lima, Brendo Roberth Fernandes Sobral, Paulo Ricardo Barbosa de Souza, conhecido como “Galinha”, José Alexandrino de Lira Júnior, conhecido como “Júnior Lira”, Vanessa Dantas Fernandes e Dankennedy Vieira Brito da Silva, conhecido como “Babau”. As defesas dos investigados também não foram localizadas.

Ao todo, a operação cumpre nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão. A Justiça determinou ainda o bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões em bens e valores ligados aos investigados.

Segundo a Polícia Civil, o nome da operação, “Perfídia”, faz referência aos significados de “traição” e “deslealdade”, em alusão às condutas atribuídas aos suspeitos.
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