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Paraíba

Delegado aponta contradições na versão da mãe e revela novas hipóteses sobre morte de bebê em Patos

Publicado em 15/10/2026 às 08:00 Por Lucas Rodrigues
Foto: Reprodução / YouTube
Foto: Reprodução / YouTube
A Polícia Civil investiga duas hipóteses principais para esclarecer a morte do recém-nascido Brian Gabriel Guedes de Lucena, assassinado a facadas nesta quarta-feira (14), em Patos, no Sertão da Paraíba. Segundo o delegado Gilson Duarte, os elementos reunidos até o momento indicam a possibilidade de a mãe ter praticado o crime sozinha ou de ter agido em conjunto com o pai. A participação de cada um, no entanto, ainda não foi esclarecida.

Em entrevista, o delegado revelou que os depoimentos dos pais apresentam contradições, principalmente na versão da mãe, considerada incompatível com informações fornecidas por testemunhas.

“O que eu posso te dizer com muita segurança é que a versão que a mãe apresenta é incompatível com os fatos”, afirmou Gilson Duarte, ressaltando que nenhuma linha de investigação foi descartada.

Segundo o investigador, os pais estavam separados e já não moravam juntos. A mulher, que atualmente mantinha outro relacionamento em São Bento, teria retornado a Patos para buscar objetos pessoais na antiga residência do casal. Os dois passaram a noite no imóvel, onde também estava a criança.

Uma das informações que chamaram a atenção da polícia envolve uma suposta gravação do crime. De acordo com o delegado, a mãe teria relatado a testemunhas que filmou uma agressão praticada pelo pai contra o bebê. Entretanto, o vídeo não foi localizado.

“Essa filmagem não foi localizada nem no momento que ela tentou exibir a uma testemunha e nem muito menos quando ela tentou nos exibir”, explicou. Os celulares foram apreendidos e serão submetidos à perícia.

O delegado também detalhou o depoimento do pai. O homem afirmou que deixou a residência porque a mulher estava segurando uma faca e que temia pela própria segurança. Questionado sobre o motivo de não ter retornado para socorrer o filho, respondeu que acreditava que a criança já estivesse morta.

Para Gilson Duarte, a conduta levanta suspeitas de possível omissão, embora ainda não seja possível determinar a responsabilidade criminal de cada investigado. O delegado acrescentou que o relato do pai apresenta maior correspondência com os depoimentos das testemunhas.

A investigação também apura o comportamento dos dois após o crime. Segundo a polícia, ambos deixaram a residência e passaram a atribuir um ao outro a responsabilidade pela morte. Uma vizinha acionou a Polícia Militar a pedido do pai.

Outra informação revelada pelo delegado é que a polícia chegou a considerar a possibilidade de a criança ter sido atingida durante uma agressão entre os adultos. Entretanto, os levantamentos realizados na residência levaram os investigadores a concentrar a apuração na violência praticada diretamente contra o bebê.

A Polícia Civil apreendeu a possível arma do crime, materiais biológicos e outros objetos que serão analisados. Os pais permanecem sob custódia do Estado, em locais não divulgados por questões de segurança.

Gilson Duarte afirmou que os resultados das perícias, especialmente dos celulares e dos materiais recolhidos, serão fundamentais para esclarecer quem praticou o assassinato e se houve participação conjunta ou omissão de algum dos envolvidos.

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