Aos 20 anos de militância e quase duas décadas de atuação como advogado popular, Olímpio Rocha costuma apresentar sua trajetória como uma espécie de credencial política. Campinense, formado em Direito pela Universidade Estadual da Paraíba em 2008, ele diz ter construído sua vida profissional na defesa de movimentos sociais, sindicatos, associações civis, ocupações urbanas e rurais, trabalhadores sem-terra e atingidos por barragens. Agora, como pré-candidato ao Governo da Paraíba pelo PSOL, tenta transformar esse repertório jurídico e militante em plataforma eleitoral.
Em entrevista ao podcast Em Ponto, do Portal Ponto PB, conduzido pelo jornalista Carlos Rocha, Olímpio afirmou que sua pré-candidatura nasce da necessidade, segundo ele, de oferecer ao eleitor paraibano uma alternativa “do campo popular” em meio a um cenário que classifica como dominado por grupos tradicionais, nomes de centro-direita e direita e famílias políticas que se revezam no poder estadual.
A fala é típica de uma candidatura que ainda busca furar a bolha, mas que pretende se apresentar como contraponto programático e simbólico. Sem a estrutura financeira dos grandes partidos, o PSOL tenta ocupar um espaço político que, na avaliação de Olímpio, ficou aberto diante das indefinições e alianças de outras legendas de esquerda no estado.
Da advocacia popular à política eleitoral
Olímpio Rocha nasceu e se criou em Campina Grande. Torcedor do Campinense, faz questão de marcar a origem local e familiar. O sobrenome, compartilhado com o entrevistador, virou brincadeira logo no início da conversa, mas a biografia política entrou rapidamente em cena.
O pré-candidato contou que sua entrada na política institucional foi consequência de sua atuação como advogado de movimentos sociais. Ele afirma que, há quase 20 anos, trabalha com ações ligadas à luta por moradia, terra, direitos humanos e defesa de populações vulneráveis.
“Eu pago minhas contas fazendo o que amo”, disse, ao definir sua atuação como “advocacia popular”.
Essa trajetória, segundo ele, o levou primeiro à candidatura à Prefeitura de Campina Grande em 2020, em uma eleição marcada pela pandemia de Covid-19 e pelas restrições ao contato com o eleitorado. Na avaliação do próprio Olímpio, embora a votação tenha sido pequena em termos absolutos, o resultado teve importância interna para o partido. Ele citou o percentual de 2,56% dos votos como a maior votação proporcional do PSOL na Paraíba, considerando disputas em João Pessoa e Campina Grande.
Depois, foi candidato a deputado estadual e ficou como primeiro suplente do partido. Ele reconhece que as campanhas foram modestas, com poucos recursos, mas sustenta que o desempenho ajudou o PSOL a avançar no estado.
A política, no entanto, também vem de casa. Olímpio lembrou que o pai foi vereador em Campina Grande entre 1983 e 1997 pelo Partido Comunista Brasileiro. Segundo ele, uma figura de oposição atuante nos governos municipais da época e uma referência em sua formação política.
Mas o pré-candidato rejeita ser comparado a herdeiros de oligarquias políticas. Para ele, a diferença está no tipo de capital político herdado: não uma máquina eleitoral ou uma estrutura familiar de poder, mas uma tradição de militância.
O pré-candidato contou que sua entrada na política institucional foi consequência de sua atuação como advogado de movimentos sociais. Ele afirma que, há quase 20 anos, trabalha com ações ligadas à luta por moradia, terra, direitos humanos e defesa de populações vulneráveis.
“Eu pago minhas contas fazendo o que amo”, disse, ao definir sua atuação como “advocacia popular”.
Essa trajetória, segundo ele, o levou primeiro à candidatura à Prefeitura de Campina Grande em 2020, em uma eleição marcada pela pandemia de Covid-19 e pelas restrições ao contato com o eleitorado. Na avaliação do próprio Olímpio, embora a votação tenha sido pequena em termos absolutos, o resultado teve importância interna para o partido. Ele citou o percentual de 2,56% dos votos como a maior votação proporcional do PSOL na Paraíba, considerando disputas em João Pessoa e Campina Grande.
Depois, foi candidato a deputado estadual e ficou como primeiro suplente do partido. Ele reconhece que as campanhas foram modestas, com poucos recursos, mas sustenta que o desempenho ajudou o PSOL a avançar no estado.
A política, no entanto, também vem de casa. Olímpio lembrou que o pai foi vereador em Campina Grande entre 1983 e 1997 pelo Partido Comunista Brasileiro. Segundo ele, uma figura de oposição atuante nos governos municipais da época e uma referência em sua formação política.
Mas o pré-candidato rejeita ser comparado a herdeiros de oligarquias políticas. Para ele, a diferença está no tipo de capital político herdado: não uma máquina eleitoral ou uma estrutura familiar de poder, mas uma tradição de militância.
PSOL tenta romper barreira no Nordeste
Um dos temas centrais da entrevista foi a dificuldade histórica do PSOL em ampliar sua representação institucional no Nordeste, especialmente na Paraíba. O partido tem presença mais consolidada em estados do Sudeste, com bancadas e lideranças conhecidas nacionalmente, mas ainda enfrenta obstáculos para eleger mandatos majoritários ou proporcionais em muitos estados nordestinos.
Olímpio reconheceu a limitação. Disse que o partido já teve experiências importantes em estados como Pernambuco, Rio Grande do Norte e Bahia, mas que na Paraíba ainda não conseguiu eleger seu primeiro mandato parlamentar.
A estratégia, segundo ele, passa por ampliar alianças dentro do campo da esquerda. O PSOL está federado à Rede Sustentabilidade e, de acordo com Olímpio, a prioridade seria construir uma chapa com participação da Rede, preferencialmente com uma mulher na vice. Ele também mencionou a possibilidade de diálogo com a Unidade Popular e o PCB.
A composição, afirmou, deve levar em conta critérios políticos e simbólicos. Como ele é homem e de Campina Grande, defende que a vice seja uma mulher, possivelmente de João Pessoa ou do Sertão.
Olímpio reconheceu a limitação. Disse que o partido já teve experiências importantes em estados como Pernambuco, Rio Grande do Norte e Bahia, mas que na Paraíba ainda não conseguiu eleger seu primeiro mandato parlamentar.
A estratégia, segundo ele, passa por ampliar alianças dentro do campo da esquerda. O PSOL está federado à Rede Sustentabilidade e, de acordo com Olímpio, a prioridade seria construir uma chapa com participação da Rede, preferencialmente com uma mulher na vice. Ele também mencionou a possibilidade de diálogo com a Unidade Popular e o PCB.
A composição, afirmou, deve levar em conta critérios políticos e simbólicos. Como ele é homem e de Campina Grande, defende que a vice seja uma mulher, possivelmente de João Pessoa ou do Sertão.
A tentativa de ocupar o espaço da esquerda
Ao falar da conjuntura estadual, Olímpio foi enfático: considera-se o único pré-candidato efetivamente identificado com a esquerda na disputa pelo Governo da Paraíba. A afirmação é uma das bases de sua estratégia política.
Na avaliação do pré-candidato, os demais nomes colocados no cenário estadual não representam, segundo ele, as pautas de direitos humanos, defesa das minorias, valorização da agricultura familiar e participação popular. Ele citou adversários como Lucas Ribeiro, Cícero Lucena e Efraim Filho para argumentar que a disputa estaria concentrada entre representantes de grupos tradicionais ou de campos políticos que, na visão dele, não dialogam com a esquerda social.
As críticas foram duras. Olímpio associou Efraim à direita bolsonarista, questionou mudanças partidárias de Cícero e apontou vínculos familiares e políticos de Lucas Ribeiro. Todas essas avaliações foram apresentadas como leitura política do próprio pré-candidato.
O PSOL, nesse contexto, tenta se posicionar como candidatura de diferenciação: menos voltada ao centro de alianças e mais vinculada a movimentos sociais, sindicatos, direitos humanos e pautas identitárias.
Olímpio também comentou a situação do PT na Paraíba. Embora tenha evitado se aprofundar em disputas internas de outro partido, afirmou que recebe manifestações de apoio de militantes petistas, pessebistas, pedetistas e comunistas, mesmo diante de decisões formais das direções partidárias.
Para ele, o voto sigiloso permite que militantes contrariem orientações de cúpula sem sofrer represálias. “Na hora do voto é você, a urna e Deus”, afirmou.
Na avaliação do pré-candidato, os demais nomes colocados no cenário estadual não representam, segundo ele, as pautas de direitos humanos, defesa das minorias, valorização da agricultura familiar e participação popular. Ele citou adversários como Lucas Ribeiro, Cícero Lucena e Efraim Filho para argumentar que a disputa estaria concentrada entre representantes de grupos tradicionais ou de campos políticos que, na visão dele, não dialogam com a esquerda social.
As críticas foram duras. Olímpio associou Efraim à direita bolsonarista, questionou mudanças partidárias de Cícero e apontou vínculos familiares e políticos de Lucas Ribeiro. Todas essas avaliações foram apresentadas como leitura política do próprio pré-candidato.
O PSOL, nesse contexto, tenta se posicionar como candidatura de diferenciação: menos voltada ao centro de alianças e mais vinculada a movimentos sociais, sindicatos, direitos humanos e pautas identitárias.
Olímpio também comentou a situação do PT na Paraíba. Embora tenha evitado se aprofundar em disputas internas de outro partido, afirmou que recebe manifestações de apoio de militantes petistas, pessebistas, pedetistas e comunistas, mesmo diante de decisões formais das direções partidárias.
Para ele, o voto sigiloso permite que militantes contrariem orientações de cúpula sem sofrer represálias. “Na hora do voto é você, a urna e Deus”, afirmou.
Ações judiciais, Bolsonaro e o estilo combativo
Parte da identidade pública de Olímpio Rocha foi construída em ações judiciais contra figuras políticas de direita e extrema direita. Durante a entrevista, ele mencionou processos envolvendo Jair Bolsonaro, Hugo Motta, Bruno Cunha Lima, Cabo Gilberto, Nilvan Ferreira, Bruno Roberto, Flávio Bolsonaro e outros nomes.
As declarações, em tom de enfrentamento, reforçam uma característica do pré-candidato: a disposição de usar a via judicial como ferramenta política e de disputa pública.
Um dos casos relatados envolve outdoors instalados em João Pessoa e Campina Grande durante o período eleitoral de 2022. Segundo Olímpio, as peças traziam mensagens com informações falsas ou distorcidas contra partidos de esquerda e movimentos sociais. Ele afirmou ter ingressado com representação e obtido decisão para retirar os outdoors. Bolsonaro, segundo ele, era um dos réus na ação.
Outro caso envolve uma motociata realizada por Bolsonaro em Campina Grande. Olímpio disse ter ajuizado ação popular alegando irregularidades como propaganda eleitoral antecipada, uso de aparato público, violações a normas de trânsito e descumprimento de regras sanitárias. A ação, segundo ele, foi inicialmente rejeitada em primeiro grau, mas houve recurso.
O pré-candidato contou ainda que, diante da dificuldade de localização dos réus, peticionou informando que Bolsonaro poderia ser intimado em sua prisão domiciliar. Segundo Olímpio, o juiz acolheu o pedido e determinou a intimação.
Ele afirma pedir danos morais coletivos, valor que, caso a ação seja julgada procedente, não seria destinado a ele, mas a um fundo público ou finalidade social.
As declarações, em tom de enfrentamento, reforçam uma característica do pré-candidato: a disposição de usar a via judicial como ferramenta política e de disputa pública.
Um dos casos relatados envolve outdoors instalados em João Pessoa e Campina Grande durante o período eleitoral de 2022. Segundo Olímpio, as peças traziam mensagens com informações falsas ou distorcidas contra partidos de esquerda e movimentos sociais. Ele afirmou ter ingressado com representação e obtido decisão para retirar os outdoors. Bolsonaro, segundo ele, era um dos réus na ação.
Outro caso envolve uma motociata realizada por Bolsonaro em Campina Grande. Olímpio disse ter ajuizado ação popular alegando irregularidades como propaganda eleitoral antecipada, uso de aparato público, violações a normas de trânsito e descumprimento de regras sanitárias. A ação, segundo ele, foi inicialmente rejeitada em primeiro grau, mas houve recurso.
O pré-candidato contou ainda que, diante da dificuldade de localização dos réus, peticionou informando que Bolsonaro poderia ser intimado em sua prisão domiciliar. Segundo Olímpio, o juiz acolheu o pedido e determinou a intimação.
Ele afirma pedir danos morais coletivos, valor que, caso a ação seja julgada procedente, não seria destinado a ele, mas a um fundo público ou finalidade social.
O episódio do PlayStation
A entrevista também teve espaço para um caso que ganhou repercussão nas redes: o pedido irônico de bloqueio de bens da Prefeitura de Campina Grande, com menção a uma cadeira de prefeito e a um PlayStation.
Segundo Olímpio, a história começou em 2012, quando teria atuado em uma ação vinculada ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, no período da gestão de Veneziano Vital do Rêgo em Campina Grande. Ele diz que cobrou honorários pelo trabalho, mas o pagamento não foi feito.
Anos depois, segundo o relato, uma decisão determinou que a Prefeitura pagasse cerca de R$ 4 mil. Diante da alegação de falta de recursos, Olímpio pediu bloqueio de contas. Na petição, afirmou de forma irônica que, se não houvesse dinheiro, queria levar a cadeira do prefeito e, se existisse um PlayStation, também poderia ser entregue para ele dar ao filho.
Segundo Olímpio, a história começou em 2012, quando teria atuado em uma ação vinculada ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, no período da gestão de Veneziano Vital do Rêgo em Campina Grande. Ele diz que cobrou honorários pelo trabalho, mas o pagamento não foi feito.
Anos depois, segundo o relato, uma decisão determinou que a Prefeitura pagasse cerca de R$ 4 mil. Diante da alegação de falta de recursos, Olímpio pediu bloqueio de contas. Na petição, afirmou de forma irônica que, se não houvesse dinheiro, queria levar a cadeira do prefeito e, se existisse um PlayStation, também poderia ser entregue para ele dar ao filho.
Boulos, STF e a disputa nacional
A entrevista também percorreu temas nacionais. Olímpio comentou a visita de Guilherme Boulos à Paraíba, a quem se referiu como aliado político e nome relevante para o futuro da esquerda brasileira.
Ele lembrou que Boulos tem raízes familiares na Paraíba — a mãe, segundo Olímpio, é de Campina Grande — e disse que o primeiro contato entre os dois ocorreu em 2020, após a publicação de um artigo em apoio a Boulos e Luiza Erundina em São Paulo.
Na avaliação do pré-candidato, a visita de Boulos à Paraíba teve peso político para o PSOL local. Além de cumprir agenda institucional ligada ao governo federal, Boulos participou de atividades partidárias e, segundo Olímpio, manifestou apoio à pré-candidatura ao governo estadual.
Outro tema nacional abordado foi a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Olímpio classificou o episódio como um alerta para a esquerda. Para ele, embora a análise e aprovação pelo Senado façam parte do sistema constitucional de freios e contrapesos, o mérito da decisão revelaria uma disputa de poder entre o Senado e o Executivo.
Ele defendeu que uma nova indicação ao STF fosse de uma mulher, preferencialmente uma jurista negra, como forma de ampliar a diversidade na Corte. Segundo Olímpio, o Supremo e outros tribunais superiores ainda refletem uma composição pouco diversa em relação à sociedade brasileira.
O pré-candidato também afirmou que a extrema direita tem como projeto eleger senadores para tentar avançar sobre o Supremo, inclusive por meio de processos de impeachment contra ministros. A avaliação foi apresentada por ele como um risco institucional para os próximos anos.
Ele lembrou que Boulos tem raízes familiares na Paraíba — a mãe, segundo Olímpio, é de Campina Grande — e disse que o primeiro contato entre os dois ocorreu em 2020, após a publicação de um artigo em apoio a Boulos e Luiza Erundina em São Paulo.
Na avaliação do pré-candidato, a visita de Boulos à Paraíba teve peso político para o PSOL local. Além de cumprir agenda institucional ligada ao governo federal, Boulos participou de atividades partidárias e, segundo Olímpio, manifestou apoio à pré-candidatura ao governo estadual.
Outro tema nacional abordado foi a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Olímpio classificou o episódio como um alerta para a esquerda. Para ele, embora a análise e aprovação pelo Senado façam parte do sistema constitucional de freios e contrapesos, o mérito da decisão revelaria uma disputa de poder entre o Senado e o Executivo.
Ele defendeu que uma nova indicação ao STF fosse de uma mulher, preferencialmente uma jurista negra, como forma de ampliar a diversidade na Corte. Segundo Olímpio, o Supremo e outros tribunais superiores ainda refletem uma composição pouco diversa em relação à sociedade brasileira.
O pré-candidato também afirmou que a extrema direita tem como projeto eleger senadores para tentar avançar sobre o Supremo, inclusive por meio de processos de impeachment contra ministros. A avaliação foi apresentada por ele como um risco institucional para os próximos anos.
8 de Janeiro, dosimetria e democracia
Ao tratar dos atos de 8 de Janeiro, Olímpio fez distinção entre manifestação popular, desobediência civil e tentativa de golpe. Para ele, protestos por direitos sociais são legítimos, mas o movimento que culminou na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes tinha outro objetivo: contestar o resultado eleitoral e pedir intervenção contra o governo eleito.
O pré-candidato também se posicionou contra iniciativas legislativas que, em sua avaliação, buscam reduzir punições de envolvidos nos atos golpistas. Segundo ele, esse tipo de proposta tenta “livrar a cara dos golpistas”.
A defesa da democracia aparece como um dos eixos retóricos da pré-candidatura. Olímpio vincula sua atuação local à disputa nacional contra o bolsonarismo, tentando conectar a eleição estadual a um debate mais amplo sobre instituições, direitos e autoritarismo.
O pré-candidato também se posicionou contra iniciativas legislativas que, em sua avaliação, buscam reduzir punições de envolvidos nos atos golpistas. Segundo ele, esse tipo de proposta tenta “livrar a cara dos golpistas”.
A defesa da democracia aparece como um dos eixos retóricos da pré-candidatura. Olímpio vincula sua atuação local à disputa nacional contra o bolsonarismo, tentando conectar a eleição estadual a um debate mais amplo sobre instituições, direitos e autoritarismo.
Escala 6x1 e mundo do trabalho
Entre os temas sociais, a escala 6x1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias e descansa um — foi tratada como questão civilizatória. Olímpio rejeitou o argumento de que o fim desse regime quebraria a economia.
Para ele, a redução da jornada e a ampliação do tempo de descanso são medidas necessárias para garantir dignidade, convivência familiar e lazer aos trabalhadores. O pré-candidato comparou a resistência atual ao fim da escala 6x1 a argumentos históricos usados contra mudanças sociais profundas, como o fim da escravidão.
Olímpio afirmou que, se eleito, pretende implantar gradualmente, a partir de 2027, uma escala mais equilibrada para servidores estaduais, com atenção especial aos trabalhadores terceirizados. Citou como exemplo pessoas que saem de casa ainda de madrugada, enfrentam longos deslocamentos e retornam à noite sem tempo para acompanhar a vida escolar dos filhos ou descansar adequadamente.
Para ele, a redução da jornada e a ampliação do tempo de descanso são medidas necessárias para garantir dignidade, convivência familiar e lazer aos trabalhadores. O pré-candidato comparou a resistência atual ao fim da escala 6x1 a argumentos históricos usados contra mudanças sociais profundas, como o fim da escravidão.
Olímpio afirmou que, se eleito, pretende implantar gradualmente, a partir de 2027, uma escala mais equilibrada para servidores estaduais, com atenção especial aos trabalhadores terceirizados. Citou como exemplo pessoas que saem de casa ainda de madrugada, enfrentam longos deslocamentos e retornam à noite sem tempo para acompanhar a vida escolar dos filhos ou descansar adequadamente.
Granja Santana e uso público dos espaços oficiais
Na pauta local, Olímpio também comentou a discussão sobre a Granja Santana, residência oficial do governo paraibano. O pré-candidato disse concordar com a ideia de dar destinação pública ao espaço, como museu, parque ou área de visitação para a população.
Ao mesmo tempo, ponderou que considera legítimo o governador ter uma residência oficial, inclusive para evitar transtornos em prédios residenciais ou vizinhanças privadas. Em tom de brincadeira, disse que poderia morar até no Palácio dos Despachos, caso necessário.
A polêmica surgiu porque, em entrevista anterior, ele fez uma provocação sobre Pedro Cunha Lima, dizendo que o ex-candidato ao governo parecia ter uma “fixação” na Granja Santana e brincando que talvez tivesse levado uma “pisa” no local quando criança. Olímpio afirmou que o corte viralizado distorceu a fala, dando a entender que ele era contrário à abertura pública da granja, o que negou.
Sobre o projeto anunciado pelo governador Lucas Ribeiro para transformar o espaço em parque sensorial voltado a pessoas com TEA, Olímpio fez elogios. Disse considerar a iniciativa positiva e merecedora de reconhecimento.
Ao mesmo tempo, ponderou que considera legítimo o governador ter uma residência oficial, inclusive para evitar transtornos em prédios residenciais ou vizinhanças privadas. Em tom de brincadeira, disse que poderia morar até no Palácio dos Despachos, caso necessário.
A polêmica surgiu porque, em entrevista anterior, ele fez uma provocação sobre Pedro Cunha Lima, dizendo que o ex-candidato ao governo parecia ter uma “fixação” na Granja Santana e brincando que talvez tivesse levado uma “pisa” no local quando criança. Olímpio afirmou que o corte viralizado distorceu a fala, dando a entender que ele era contrário à abertura pública da granja, o que negou.
Sobre o projeto anunciado pelo governador Lucas Ribeiro para transformar o espaço em parque sensorial voltado a pessoas com TEA, Olímpio fez elogios. Disse considerar a iniciativa positiva e merecedora de reconhecimento.
Pesquisas eleitorais e disputa por visibilidade
Outro ponto sensível para candidaturas menores é a presença em pesquisas eleitorais. Olímpio relatou duas situações envolvendo institutos de pesquisa.
Na primeira, disse ter recebido ligação para responder a uma sondagem em que seu nome não aparecia entre as opções estimuladas. Segundo ele, a entrevistadora mencionava nomes como Cícero, Lucas, Efraim e Lúcio Flávio. Olímpio respondeu que o pré-candidato do PSOL era ele e pediu que a informação fosse corrigida.
Na segunda situação, afirmou ter identificado uma pesquisa registrada sem seu nome. Disse que ingressou com representação na Justiça Eleitoral e que o próprio instituto cancelou a pesquisa antes de decisão judicial, reconhecendo o problema e incluindo posteriormente sua pré-candidatura.
Para o pré-candidato, o episódio foi “pedagógico”. A inclusão em pesquisas e debates é estratégica para partidos com menor estrutura, porque amplia a visibilidade e pode reduzir desigualdades de exposição.
Olímpio também destacou que, por ter representação na Câmara Federal, o PSOL deve ter direito à participação em debates televisionados. Segundo ele, essa será uma oportunidade importante em uma disputa marcada pela desigualdade de recursos.
Na primeira, disse ter recebido ligação para responder a uma sondagem em que seu nome não aparecia entre as opções estimuladas. Segundo ele, a entrevistadora mencionava nomes como Cícero, Lucas, Efraim e Lúcio Flávio. Olímpio respondeu que o pré-candidato do PSOL era ele e pediu que a informação fosse corrigida.
Na segunda situação, afirmou ter identificado uma pesquisa registrada sem seu nome. Disse que ingressou com representação na Justiça Eleitoral e que o próprio instituto cancelou a pesquisa antes de decisão judicial, reconhecendo o problema e incluindo posteriormente sua pré-candidatura.
Para o pré-candidato, o episódio foi “pedagógico”. A inclusão em pesquisas e debates é estratégica para partidos com menor estrutura, porque amplia a visibilidade e pode reduzir desigualdades de exposição.
Olímpio também destacou que, por ter representação na Câmara Federal, o PSOL deve ter direito à participação em debates televisionados. Segundo ele, essa será uma oportunidade importante em uma disputa marcada pela desigualdade de recursos.
Financiamento e reforma eleitoral
A desigualdade financeira nas campanhas foi outro ponto abordado. Olímpio afirmou que, em sua candidatura à Prefeitura de Campina Grande, teve cerca de R$ 70 mil para gastar. Na campanha para deputado estadual, segundo ele, o valor ficou em torno de R$ 40 mil. Já adversários, afirmou, dispunham de estruturas muito maiores, algumas acima de R$ 1 milhão.
Para ele, o problema não está apenas na existência de financiamento público, mas na forma como os recursos são distribuídos. O pré-candidato defende uma reforma eleitoral que torne a disputa mais equilibrada e reduza a dependência de grupos econômicos.
A crítica mira um dos principais desafios de partidos pequenos: transformar presença em redes sociais, debates e militância em competitividade real diante de campanhas profissionalizadas, com grandes estruturas, alianças e tempo de mídia.
Para ele, o problema não está apenas na existência de financiamento público, mas na forma como os recursos são distribuídos. O pré-candidato defende uma reforma eleitoral que torne a disputa mais equilibrada e reduza a dependência de grupos econômicos.
A crítica mira um dos principais desafios de partidos pequenos: transformar presença em redes sociais, debates e militância em competitividade real diante de campanhas profissionalizadas, com grandes estruturas, alianças e tempo de mídia.
Programa: agricultura familiar, saúde e educação
Na parte programática da entrevista, Olímpio afirmou que uma eventual gestão do PSOL teria como prioridade a agricultura familiar. Para ele, a Paraíba tem áreas agricultáveis que poderiam sustentar famílias no campo, evitando que moradores de zonas rurais precisem migrar para periferias de João Pessoa, Campina Grande, Santa Rita e outras cidades.
O pré-candidato defendeu políticas de fomento à produção rural, apoio à comercialização e fortalecimento da economia nos pequenos municípios. Também mencionou o papel do Instituto de Terras da Paraíba na identificação de áreas improdutivas, com vistas a políticas de reforma agrária e criação de assentamentos.
Na saúde, Olímpio defendeu a descentralização do atendimento. Segundo ele, não é razoável que a população dependa principalmente de hospitais em João Pessoa, Campina Grande e Patos. A proposta, segundo o pré-candidato, seria fortalecer equipamentos regionais e ampliar a capacidade de atendimento em cidades menores, como Cajazeiras, Pombal e Sapé.
Na educação, falou em ampliar escolas integrais, climatizar unidades e valorizar servidores, incluindo o cumprimento de planos de cargos, carreiras e remuneração.
Na saúde, Olímpio defendeu a descentralização do atendimento. Segundo ele, não é razoável que a população dependa principalmente de hospitais em João Pessoa, Campina Grande e Patos. A proposta, segundo o pré-candidato, seria fortalecer equipamentos regionais e ampliar a capacidade de atendimento em cidades menores, como Cajazeiras, Pombal e Sapé.
Na educação, falou em ampliar escolas integrais, climatizar unidades e valorizar servidores, incluindo o cumprimento de planos de cargos, carreiras e remuneração.
Segurança pública, facções e prevenção
Ao tratar da segurança pública, Olímpio afirmou que o foco deve estar mais na prevenção e na inteligência do que apenas na repressão. Segundo ele, é preciso identificar e punir os grandes operadores do crime organizado, e não apenas os pequenos vendedores ou integrantes de baixa hierarquia.
O pré-candidato mencionou acusações e inquéritos envolvendo figuras políticas, mas sem apresentar detalhes na entrevista. Nesse ponto, a formulação jornalística exige cautela: as afirmações devem ser tratadas como alegações feitas por ele, e não como conclusão factual.
Olímpio também apontou o combate ao feminicídio e à violência doméstica como prioridade. Disse considerar inadmissível que mulheres continuem sendo agredidas e afirmou que uma eventual gestão teria compromisso com a redução desses índices.
O pré-candidato mencionou acusações e inquéritos envolvendo figuras políticas, mas sem apresentar detalhes na entrevista. Nesse ponto, a formulação jornalística exige cautela: as afirmações devem ser tratadas como alegações feitas por ele, e não como conclusão factual.
Olímpio também apontou o combate ao feminicídio e à violência doméstica como prioridade. Disse considerar inadmissível que mulheres continuem sendo agredidas e afirmou que uma eventual gestão teria compromisso com a redução desses índices.
Secretariado com paridade e diversidade
Uma das promessas mais objetivas feitas na entrevista foi a de compor um secretariado com paridade de gênero. Olímpio afirmou que, em um eventual governo, ao menos metade das secretarias seria ocupada por mulheres — e, se possível, mais da metade.
Ele defendeu também a presença de pessoas negras, quilombolas, indígenas, LGBTQIA+ e representantes de movimentos sociais em cargos de governo. Mas ponderou que diversidade não pode ser apenas simbólica: as pastas precisam ter orçamento e capacidade de execução.
Ao ser perguntado se montaria uma equipe técnica, respondeu que pretende combinar capacidade técnica e representação política. Para Olímpio, demonizar a política é um erro. O desafio, segundo ele, é unir conhecimento especializado, vivência social e compromisso público.
Ele defendeu também a presença de pessoas negras, quilombolas, indígenas, LGBTQIA+ e representantes de movimentos sociais em cargos de governo. Mas ponderou que diversidade não pode ser apenas simbólica: as pastas precisam ter orçamento e capacidade de execução.
Ao ser perguntado se montaria uma equipe técnica, respondeu que pretende combinar capacidade técnica e representação política. Para Olímpio, demonizar a política é um erro. O desafio, segundo ele, é unir conhecimento especializado, vivência social e compromisso público.
Uma candidatura de contraste
Ao final da entrevista, Olímpio dirigiu uma mensagem ao eleitor paraibano. Prometeu mais saúde para quem vive longe dos grandes centros, mais educação pública, apoio ao pequeno comércio, crédito, fortalecimento da agricultura familiar e um governo que coloque “o povo no centro das decisões”.
A frase resume a tentativa de síntese da pré-candidatura: apresentar-se como voz de setores populares, movimentos sociais e grupos historicamente excluídos da política institucional.
O desafio é transformar esse discurso em viabilidade eleitoral. O PSOL ainda busca consolidar musculatura na Paraíba, ampliar alianças, garantir presença nos debates e fazer com que uma candidatura de esquerda consiga disputar atenção em um cenário dominado por nomes mais conhecidos e estruturas partidárias maiores.
Olímpio aposta que sua biografia de advogado popular, seu estilo combativo e a insatisfação com as oligarquias locais podem abrir uma fresta. Resta saber se essa fresta será suficiente para furar a barreira que historicamente separa a militância de esquerda da chegada ao poder estadual.
A frase resume a tentativa de síntese da pré-candidatura: apresentar-se como voz de setores populares, movimentos sociais e grupos historicamente excluídos da política institucional.
O desafio é transformar esse discurso em viabilidade eleitoral. O PSOL ainda busca consolidar musculatura na Paraíba, ampliar alianças, garantir presença nos debates e fazer com que uma candidatura de esquerda consiga disputar atenção em um cenário dominado por nomes mais conhecidos e estruturas partidárias maiores.
Olímpio aposta que sua biografia de advogado popular, seu estilo combativo e a insatisfação com as oligarquias locais podem abrir uma fresta. Resta saber se essa fresta será suficiente para furar a barreira que historicamente separa a militância de esquerda da chegada ao poder estadual.

