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Paraíba

Crítica de Diogo Cunha Lima a convocações gera reação e resgata discurso de Cícero Lucena

Publicado em 12/07/2026 às 18:03 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
Foto: Reprodução/ Instagram
A publicação de um vídeo do pré-candidato a vice-governador Diogo Cunha Lima criticando o Governo da Paraíba pela convocação de aprovados em concursos públicos da Educação provocou reação de candidatos aprovados em concursos municipais de João Pessoa. Nas redes sociais, eles resgataram declarações do ex-prefeito Cícero Lucena (MDB), aliado político de Diogo, feitas durante protestos de concursados que cobravam nomeações na capital.

No vídeo, Diogo Cunha Lima questiona a condução do Governo do Estado em relação às convocações de aprovados no concurso da Educação. A manifestação ocorre após o governador Lucas Ribeiro (PP) anunciar, no dia 27 de junho, a convocação de 1.829 aprovados em concursos das áreas de educação, saúde e segurança pública.

Do total, 1.176 convocações são destinadas à Educação. Segundo o Governo do Estado, 250 professores foram chamados na etapa atual e outros 926 terão a convocação realizada em novembro. Também estão incluídos 176 remanescentes da primeira chamada do concurso da Secretaria de Estado da Educação.

Além da Educação, o governo anunciou a convocação de 491 candidatos para a Segurança Pública, sendo 418 da Polícia Militar e 73 do Corpo de Bombeiros, e 162 profissionais para a Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde). Segundo o governo, o impacto anual estimado na folha de pagamento é de aproximadamente R$ 200 milhões.

Concursados relembram declarações de Cícero Lucena

Após a divulgação do vídeo de Diogo Cunha Lima, aprovados no concurso da Educação da Prefeitura de João Pessoa passaram a compartilhar registros de manifestações realizadas durante a gestão de Cícero Lucena.

Recentemente candidatos aprovados realizaram protestos em frente ao Centro Administrativo Municipal (CAM), cobrando nomeações e alegando que havia excesso de contratações temporárias em funções que, segundo eles, deveriam ser ocupadas por servidores concursados.

Durante um protesto realizado em janeiro desse ano, Cícero Lucena afirmou que existia um limite para contratações e defendeu que "deve-se mudar a filosofia de que quem faz concurso e é aprovado deve ser chamado". O então prefeito também declarou que um servidor efetivo teria custo equivalente ao de três contratados temporários.

As declarações voltaram a circular nas redes sociais após a crítica feita por Diogo Cunha Lima ao Governo do Estado.

Protestos e decisões

Os candidatos aprovados no concurso municipal afirmam que o movimento reivindica o cumprimento das nomeações e o fim da utilização excessiva de contratos temporários, prática que classificam como um "cabide de empregos".

Segundo os concursados, há decisões favoráveis emitidas por órgãos de controle e pelo Poder Judiciário relacionadas à necessidade de substituição de contratos temporários por servidores aprovados em concurso público, em situações previstas na legislação.
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