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Complexo Beira Rio terá 747 apartamentos, serviços públicos e novas entregas de moradias em João Pessoa

Publicado em 07/11/2026 às 01:33 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
Foto: Reprodução/ Instagram
O Complexo Beira Rio, em João Pessoa, terá 747 apartamentos distribuídos em três conjuntos habitacionais, além de equipamentos públicos, espaços comerciais e intervenções de reurbanização. As informações foram detalhadas pelo coordenador-geral do Programa João Pessoa Sustentável, Benjamim Maranhão, durante a entrega das primeiras 29 unidades habitacionais, realizada nesta quinta-feira (5), na Avenida Beira Rio.

Segundo o coordenador, o projeto vai além da construção de moradias e contempla ações de regularização fundiária, assistência social, saúde, educação e recuperação ambiental. A iniciativa atende famílias de oito comunidades localizadas nas proximidades do Rio Jaguaribe, incluindo Padre Hildon Bandeira, São Rafael, Santa Clara, Tito Silva, Miramar, Vila Tambauzinho, Brasília de Palha e Cafofo Liberdade.

A primeira etapa de ocupação começou na quarta-feira (4), quando 29 famílias da comunidade Padre Hildon Bandeira foram transferidas de imóveis situados em áreas de risco para apartamentos do Residencial Beira Rio III.

De acordo com o cronograma divulgado pela Prefeitura de João Pessoa, outras 68 famílias deverão receber as moradias nos dias 11, 18 e 25 de novembro. Com isso, a primeira fase de ocupação deverá contemplar 97 famílias.

Durante a solenidade, Benjamim Maranhão explicou que a transferência dos moradores ocorrerá de forma gradual, conforme a liberação dos apartamentos e a organização das mudanças. Ele também manifestou a expectativa de ampliar as entregas até dezembro.

Além das unidades habitacionais, o coordenador destacou a previsão de aproximadamente 1.320 regularizações fundiárias e a reurbanização das comunidades que integram o Complexo Beira Rio. As intervenções incluem melhorias na infraestrutura urbana, reorganização dos espaços públicos e ações ambientais voltadas à preservação do Rio Jaguaribe.

O projeto também prevê a implantação de equipamentos públicos para atender os moradores. Entre as estruturas anunciadas estão o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), o Centro de Referência da Juventude (CRJ), uma unidade de saúde, creche, espaços de convivência e ambientes destinados a atividades culturais e de capacitação profissional.

Outro aspecto destacado por Maranhão é a manutenção das atividades econômicas das famílias reassentadas. Os conjuntos habitacionais contam com espaços comerciais destinados a permitir que moradores que já desenvolviam atividades nas comunidades possam continuar trabalhando na região.

O coordenador explicou ainda que o programa contempla diferentes modalidades de atendimento habitacional, incluindo indenizações e acompanhamento social das famílias. A proposta é garantir que o reassentamento não represente apenas a mudança de endereço, mas também a continuidade do acesso aos serviços públicos e às atividades econômicas.

O Programa João Pessoa Sustentável é executado pela Prefeitura de João Pessoa com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Segundo informações oficiais divulgadas em outubro, o investimento global previsto é de US$ 159,4 milhões, abrangendo ações de habitação, infraestrutura, desenvolvimento social, meio ambiente e modernização da gestão municipal.

Embora Maranhão tenha mencionado a expectativa de avançar nas mudanças até dezembro, o cronograma apresentado pela Prefeitura ao BID em outubro estabelece abril de 2027 como prazo previsto para a conclusão da etapa de entrega e ocupação dos conjuntos habitacionais dos terrenos 1, 2 e 3.

Após a transferência dos moradores, os antigos imóveis situados nas áreas de risco deverão ser desocupados e demolidos para permitir a execução das intervenções urbanísticas e ambientais. O acompanhamento social continuará durante o processo de adaptação das famílias às novas residências.

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