Segundo o prefeito, a exigência pode inviabilizar a participação de corredores de outras cidades e reduzir o interesse em eventos esportivos realizados no município. “Eu vou ouvir, mas tenho certeza de que o que vou escutar é pelo veto. (…) Torna inviável. Você abre a inscrição e tem gente de Sapé, Recife, Caruaru… Esse povo vai deixar de vir para cá, porque eles vão correr onde não pede”, declarou em entrevista ao programa Arapuan Verdade.
Cícero argumentou ainda que a maioria dos corredores já se prepara adequadamente para as provas e conhece os riscos envolvidos. “A grande maioria sabe e se cuida. Em academia se pede teste de esforço, mas corrida de rua é espontânea. Você corre se quiser”, afirmou.
O prefeito também comentou a morte de um atleta durante a Meia Maratona de João Pessoa, ocorrida no último fim de semana, avaliando o caso como uma fatalidade. Segundo ele, o participante havia apresentado atestado médico antes da prova. “Sentiu-se mal, um companheiro achou que era cansaço. Depois retomaram a corrida… Eu particularmente acho um desserviço exigir laudo para inscrição”, declarou.
O que diz o projeto aprovado pela Câmara
As empresas e instituições organizadoras seriam responsáveis por exigir, armazenar e disponibilizar os documentos para fiscalização.
Em caso de descumprimento, o projeto prevê:
Atividades não organizadas, recreativas e espontâneas ficam fora da exigência.
O projeto agora depende da decisão final do prefeito. Caso o veto seja confirmado, a matéria retorna à Câmara, que pode manter ou derrubar a decisão do Executivo.
O texto estabelece que todos os inscritos em eventos de corrida de rua, tanto competitivos quanto participativos, deverão apresentar uma declaração de aptidão de saúde emitida por médico registrado no CRM, com validade de até 12 meses.
As empresas e instituições organizadoras seriam responsáveis por exigir, armazenar e disponibilizar os documentos para fiscalização.
Em caso de descumprimento, o projeto prevê:
- Advertência;
- Multa de R$ 5 mil em caso de reincidência;
- Suspensão da autorização para novas provas, caso a irregularidade persista.
Atividades não organizadas, recreativas e espontâneas ficam fora da exigência.
O projeto agora depende da decisão final do prefeito. Caso o veto seja confirmado, a matéria retorna à Câmara, que pode manter ou derrubar a decisão do Executivo.

