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Paraíba

Cássio Cunha Lima quebra o silêncio e atribui cassação de 2009 a “estratégia política“ e influência familiar

Publicado em 27/02/2026 às 18:00 Por Redação
Cássio Cunha Lima – Foto: Waldemir Barreto/Agência
Cássio Cunha Lima – Foto: Waldemir Barreto/Agência
Dezessete anos após o desfecho de um dos episódios mais marcantes da política paraibana, o ex-governador e ex-senador Cássio Cunha Lima (PSDB) detalhou sua visão sobre a cassação de seu mandato em 2009. Em entrevista ao podcast Fez História, Agora Conta!, o tucano atribuiu a perda do cargo a uma "tempestade perfeita" composta por influências jurídicas e empresariais. Cássio apontou diretamente a desembargadora Fátima Bezerra, viúva do então adversário José Maranhão, e o empresário Roberto Cavalcanti, dono do Sistema Correio de Comunicação e suplente de Maranhão no Senado, como peças-chave em uma articulação para tirá-lo do Palácio da Redenção. Segundo o ex-governador, o objetivo era viabilizar a ascensão de Maranhão ao governo estadual, o que consequentemente abriria a vaga no Senado para Cavalcanti.

Cássio classificou sua postura na época como "ingênua" e "muito institucional", admitindo que seu maior erro foi não ter permitido que seus advogados utilizassem manobras para retardar o julgamento, por acreditar que sua inocência prevaleceria. O mandato foi cassado sob a acusação de abuso de poder político e econômico, envolvendo a distribuição de cerca de 35 mil cheques (totalizando R$ 4 milhões) por meio de um programa assistencial da Fundação Ação Comunitária (FAC) durante a campanha de 2006. Cássio rebate as acusações afirmando que se tratava de um programa social legítimo de saúde e critica o Judiciário, declarando que, embora não guarde mágoas, deixou de acreditar na imparcialidade das decisões dos tribunais, as quais considera "absolutamente enviesadas politicamente".

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