“Eu me calei porque a opinião que mais importa para mim é a do povo paraibano, a quem eu sirvo há 14 anos”, declarou. Segundo Rebeca, não existe nenhuma lei que a impeça de exercer atividades de coordenação ou de atuar nas ruas junto à Guarda, e o argumento de que a portaria seria uma “aberração jurídica” não se sustenta.
Em tom firme e emocional, a secretária destacou sua trajetória profissional e pessoal. “Eu não caí aqui de paraquedas. O meu trabalho me trouxe até aqui. Sou policial, capitã, mulher, sertaneja e paraibana. E caba nenhum vai apagar minha história ou ofuscar a minha luz”, afirmou.
Rebeca também defendeu a necessidade de prestação de contas por parte dos gestores públicos, ressaltando que os órgãos são mantidos com recursos da população. “O mínimo que devemos fazer é mostrar que o dinheiro do contribuinte está sendo bem aplicado”, completou.
Entenda a mudança
Pré-candidata a deputada, ela se tornou figura de grande engajamento ao publicar fiscalizações contra flanelinhas e operações em áreas como o entorno do Farol do Cabo Branco.
Secretário fala em “correção jurídica”
“O que houve foi a revogação de uma portaria ilegal, que transferia atribuições exclusivas do comandante da Guarda e do diretor de operações para o secretário-executivo. Corrigimos uma aberração jurídica”, afirmou.
De acordo com Almeida, funções de comando e operação são prerrogativas legais de servidores de carreira e não podem ser delegadas por nomeação política. Ele reforçou que a mudança não impede Capitã Rebeca de continuar participando de ações nas ruas, mas garante segurança jurídica à gestão.
Apesar das explicações, Capitã Rebeca afirma não compreender os motivos da decisão e diz que segue aberta ao diálogo, mantendo-se firme na defesa de sua atuação e de sua trajetória no serviço público.

