João Pessoa ・ Sabado ・ 18 de abril de 2026 ・ 26º C

Dólar R$ 4,99 ・ Euro R$ 5,88

Paraíba

Capitã Rebeca rebate secretário e diz que “ninguém vai apagar” sua história

Atualizada em 09/03/2026 às 17:25 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
Foto: Reprodução/ Instagram
A secretária-executiva de Segurança Urbana e Cidadania de João Pessoa, Capitã Rebeca (Republicanos), quebrou o silêncio na noite desta quinta-feira (8) e se pronunciou publicamente sobre a revogação da portaria que lhe atribuía funções de coordenação e fiscalização da Guarda Civil Metropolitana. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ela afirmou que não foi convidada para nenhuma reunião, contestou os argumentos do secretário João Almeida e disse que sua trajetória não será apagada.

“Eu me calei porque a opinião que mais importa para mim é a do povo paraibano, a quem eu sirvo há 14 anos”, declarou. Segundo Rebeca, não existe nenhuma lei que a impeça de exercer atividades de coordenação ou de atuar nas ruas junto à Guarda, e o argumento de que a portaria seria uma “aberração jurídica” não se sustenta.

Em tom firme e emocional, a secretária destacou sua trajetória profissional e pessoal. “Eu não caí aqui de paraquedas. O meu trabalho me trouxe até aqui. Sou policial, capitã, mulher, sertaneja e paraibana. E caba nenhum vai apagar minha história ou ofuscar a minha luz”, afirmou.

Rebeca também defendeu a necessidade de prestação de contas por parte dos gestores públicos, ressaltando que os órgãos são mantidos com recursos da população. “O mínimo que devemos fazer é mostrar que o dinheiro do contribuinte está sendo bem aplicado”, completou.

Entenda a mudança


A polêmica começou após a publicação de uma portaria no Diário Oficial do Município, na quarta-feira (7), que retirou da secretária-executiva as funções de coordenação da fiscalização da Guarda Municipal. A decisão gerou forte repercussão política e nas redes sociais, especialmente pelo destaque que Capitã Rebeca vinha ganhando com ações amplamente divulgadas na internet.

Pré-candidata a deputada, ela se tornou figura de grande engajamento ao publicar fiscalizações contra flanelinhas e operações em áreas como o entorno do Farol do Cabo Branco.

Secretário fala em “correção jurídica”


O secretário de Segurança Urbana e Cidadania, João Almeida (PDT), negou qualquer afastamento ou censura à secretária-executiva. Segundo ele, a medida foi uma correção administrativa, após questionamentos do sindicato, do comando da Guarda e do Ministério Público.

“O que houve foi a revogação de uma portaria ilegal, que transferia atribuições exclusivas do comandante da Guarda e do diretor de operações para o secretário-executivo. Corrigimos uma aberração jurídica”, afirmou.

De acordo com Almeida, funções de comando e operação são prerrogativas legais de servidores de carreira e não podem ser delegadas por nomeação política. Ele reforçou que a mudança não impede Capitã Rebeca de continuar participando de ações nas ruas, mas garante segurança jurídica à gestão.

Apesar das explicações, Capitã Rebeca afirma não compreender os motivos da decisão e diz que segue aberta ao diálogo, mantendo-se firme na defesa de sua atuação e de sua trajetória no serviço público.

Banner

Relacionadas