Na decisão, a magistrada revogou a prisão preventiva ao entender que não há necessidade atual da manutenção da prisão. Segundo o documento, os fundamentos que justificaram a prisão perderam força no atual momento processual.
A juíza considerou que João Lima não teria descumprido medidas protetivas após ter sido formalmente notificado. A decisão também aponta que a prisão foi decretada pouco tempo após a concessão das medidas protetivas, antes da comprovação de eventual desobediência posterior.
Além do monitoramento eletrônico, a Justiça determinou outras medidas cautelares para a soltura do cantor:
- entrega do passaporte em até 24 horas;
- proibição de deixar a cidade por mais de oito dias sem autorização judicial;
- comparecimento obrigatório aos atos processuais;
- atualização permanente de endereço e telefone junto à Justiça.
As medidas protetivas em favor da vítima seguem mantidas pela Justiça.
João Lima responde por tentativa de feminicídio
- tentativa de feminicídio;
- estupro;
- lesão corporal no contexto de violência doméstica;
- induzimento ao suicídio;
- ameaça;
- violência psicológica contra a mulher.
De acordo com os autos, as agressões registradas por câmeras de segurança aconteceram no dia 18 de janeiro. Três dias depois, o cantor teria feito novas ameaças à ex-esposa.
A vítima afirmou que os episódios de violência começaram poucos dias após o casamento, realizado em novembro de 2025.
Defesa ainda vai se pronunciar
A advogada da vítima, Dayane Carvalho, afirmou anteriormente que o recebimento da denúncia pela Justiça representa o reconhecimento de indícios de autoria e materialidade dos crimes apontados pelo Ministério Público.
Como denunciar violência contra a mulher
- 180 — Central de Atendimento à Mulher;
- 197 — Disque Denúncia da Polícia Civil;
- 190 — Polícia Militar, em casos de emergência.

