Paraíba
Caminhada fortalece rede de proteção às mulheres em João Pessoa
Atualizada em 09/03/2026 às 17:38 Por Redação
A programação teve início no Mercado Público de Mangabeira, onde foram realizadas adesivagem de veículos, abordagem direta à população e distribuição de materiais informativos sobre os serviços que integram a rede de proteção às mulheres. Em seguida, os participantes seguiram em caminhada até a Praça do Coqueiral, com faixas, cartazes e falas públicas reforçando que violência contra as mulheres é crime e não será tolerada.
O ato reuniu representantes de movimentos de mulheres, integrantes do Fórum de Feministas da Paraíba, além de gestoras municipais dos municípios de Conde, Umbuzeiro, Aroeiras e Santa Rita. Também participaram órgãos do Governo do Estado, da Prefeitura de João Pessoa, da OAB-PB, além das forças de segurança pública, como a Polícia Civil, por meio das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar, que levaram unidades móveis de atendimento.
A mobilização contou ainda com a presença do Programa Integrado Patrulha Maria da Penha, do Centro de Referência Ednalva Bezerra e do Centro de Referência de Políticas de Prevenção e Enfrentamento às Violências contra as Mulheres da UFPB, ampliando o acesso à informação, ao acolhimento e à orientação jurídica e psicossocial.
Para a secretária de Estado da Mulher e da Diversidade Humana, Lídia Moura, ocupar os espaços públicos é essencial para fortalecer as políticas de enfrentamento.
“Quando dizemos ‘por mim, por elas e por todas’, estamos afirmando que nenhuma mulher deve enfrentar a violência sozinha. A rede de atenção existe para acolher, orientar, garantir proteção e responsabilizar o agressor. Violência contra as mulheres não é um problema privado, e o Estado e a sociedade não vão se calar”, destacou.
Representando o movimento feminista, Cely Andrade, do Fórum de Feministas da Paraíba, ressaltou o caráter político do ato.
“Cada passo dado em Mangabeira é um recado direto aos agressores e às estruturas que naturalizam a violência. Não aceitaremos mais o silêncio nem a culpabilização das vítimas. A vida das mulheres importa e temos direito a viver sem medo”, afirmou.
A programação também incluiu apresentações culturais, com o Maracatu Pé de Elefante, além de performances de Gláucia Lima, Yuri Carvalho, Adeildo Vieira e batuqueiras independentes, que utilizaram a arte como forma de denúncia, resistência e afirmação de direitos.
Ao final da caminhada, as instituições reforçaram os canais de denúncia e orientaram a população sobre como agir em casos de violência contra as mulheres. Em situações de urgência, a orientação é acionar o 190. Denúncias podem ser registradas pelo 197, da Polícia Civil, e pelo 180, a Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia.
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