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Câmara de João Pessoa se divide sobre destino de recursos solicitados por Cícero Lucena

Atualizada em 09/03/2026 às 17:41 Por Redação
Foto: CMJP
Foto: CMJP
A Câmara Municipal de João Pessoa transformou a sessão desta quinta-feira (11) em um amplo debate sobre os remanejamentos orçamentários encaminhados pelo prefeito Cícero Lucena (MDB). Os pedidos envolvem valores expressivos e atingem áreas como saúde, servidores, infraestrutura, comunicação e serviços urbanos.

De acordo com o Poder Executivo, as mudanças são necessárias para pagar serviços já executados e garantir a folha de pagamento de várias secretarias. Entre os destaques da pauta, estão:

  • R$ 22,2 milhões para a Emlur, destinados à manutenção de serviços;

  • R$ 21 milhões para procedimentos de média e alta complexidade da Saúde;

  • R$ 16,7 milhões para servidores de setores como Procuradoria, Sedurb, Seman, Secom e Segurança;

  • R$ 6,3 milhões para a contratação de empresas prestadoras de serviços;

  • Além de repasses menores para áreas sociais, educação e sistema viário.

Oposição fala em prejuízo à saúde


As movimentações financeiras não passaram despercebidas pela oposição. O vereador Milanez Neto (MDB), líder do bloco, criticou o realocamento de recursos e afirmou que retirar verbas da Saúde para reforçar a Emlur representa um “atentado contra a sociedade”.

Para ele, a reestruturação orçamentária levanta dúvidas sobre a prioridade dada à saúde municipal, especialmente às vésperas do encerramento do ano fiscal.

O vereador Carlão Pelo Bem (PL) reforçou as críticas, chamando atenção para o fato de que, nas últimas semanas, a prefeitura já ultrapassou R$ 200 milhões em remanejamentos, número que classificou como “expressivo” e digno de maior explicação.

Base governista defende ajuste


Do outro lado do plenário, a base aliada tratou o debate como parte da rotina institucional. O vereador João Almeida (PDT) afirmou que o remanejamento é um instrumento legítimo e habitual para garantir o funcionamento da máquina pública. Segundo ele, a posição de Milanez tem viés “claramente político”.

Meu voto é técnico. Estamos falando de recursos para pagar salários e para manter a cidade funcionando. João Pessoa não pode parar seu desenvolvimento”, argumentou.
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