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Paraíba

Bebê morto em Patos sofreu 24 facadas e não morreu imediatamente, revela perícia

Publicado em 16/10/2026 às 04:00 Por Lucas Rodrigues
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
O bebê Bryan Gabriel, de apenas 23 dias de vida, morto na quarta-feira (14), em Patos, no Sertão da Paraíba, sofreu 24 golpes de faca e não morreu imediatamente após os ferimentos. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (15) pelo Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol), após a realização dos exames periciais.

Segundo o perito Dionísio Filho, dos 24 ferimentos identificados no corpo da criança, 13 estavam localizados na parte posterior, incluindo costas e braços. Outros 11 atingiram a região frontal, como abdômen, rosto e tórax. Um dos golpes perfurou o coração do bebê.

A perícia também apontou que a morte não ocorreu de forma instantânea. De acordo com o perito, a criança permaneceu viva por algum tempo após sofrer os ferimentos, embora não tenha sido informado o intervalo exato até o óbito.

Os pais do bebê, ambos de 19 anos, foram presos em flagrante na quarta-feira, suspeitos de envolvimento no homicídio. Os dois apresentaram versões contraditórias durante os depoimentos e atribuíram um ao outro a responsabilidade pelo crime.

O delegado Gilson Duarte, responsável pela investigação, informou que a Polícia Civil trabalha principalmente com duas hipóteses: a possibilidade de a mãe ter cometido o crime sozinha ou de ter agido com a participação do pai. Também está sendo apurada uma possível omissão de socorro por parte do homem.

Entre as contradições identificadas pelos investigadores está a declaração da mãe de que teria gravado o ocorrido. Segundo o delegado, o vídeo não foi encontrado durante a verificação inicial do aparelho. O celular foi apreendido e será submetido à perícia.

Os dois foram autuados em flagrante, e a investigação apura as responsabilidades individuais por homicídio qualificado e possível omissão. A audiência de custódia estava prevista para esta quinta-feira (15), mas não havia confirmação sobre o resultado até a última atualização.

O caso também teve novos desdobramentos durante a madrugada desta quinta-feira, quando a residência onde a criança morreu, no bairro Dona Milindra, foi invadida. Pessoas retiraram móveis do imóvel, incluindo uma cama e um colchão, e incendiaram os objetos nas proximidades.

Segundo a Polícia Militar, a casa havia sido monitorada por equipes policiais, mas a invasão ocorreu durante um intervalo entre as rondas. A corporação busca identificar os responsáveis. A Polícia Civil informou que a ação não comprometeu a investigação do homicídio, já que a perícia no imóvel havia sido concluída na quarta-feira.

A investigação continua para esclarecer a dinâmica da morte de Bryan Gabriel e determinar a participação de cada um dos pais. Até o momento, não há conclusão definitiva sobre a autoria do crime.
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