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Paraíba

Após família ser feita refém, Jacó Maciel relata ameaças; mais de 50 policiais procuram suspeitos

Atualizada em 02/10/2026 às 12:38 Por Lucas Rodrigues
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Foto: Reprodução / Redes Sociais
O ex-prefeito de Queimadas e candidato a deputado federal Jacó Maciel se pronunciou nesta sexta-feira (2) após a família ser feita refém durante um assalto à residência dele, na noite de quinta-feira (1º). Enquanto as vítimas se recuperam do ocorrido, mais de 50 policiais militares participam de uma operação para localizar e identificar os suspeitos, que podem estar escondidos em uma área de mata entre Campina Grande e Queimadas.

Jacó não estava em casa no momento do crime. Segundo o relato do candidato, ele soube do assalto após receber uma ligação de uma filha de criação, que estava nervosa e inicialmente teve dificuldade para explicar o que havia acontecido.

“De início achei que tinha sido algo pior, alguma morte, porque ela estava muito nervosa. Depois ela começou a dizer: ‘Vai embora, Jacó. Os caras entraram aqui em casa, os bandidos assaltaram tudo, levaram tudo’”, relatou.

Segundo Jacó, os criminosos fizeram ameaças contra os familiares e chegaram a dizer que levariam uma das filhas dele. O candidato contou que a situação aumentou o desespero da esposa e dos filhos. A residência também foi revirada pelos assaltantes durante a procura por dinheiro e objetos de valor.

“Quando a gente chegou aqui, estava tudo revirado, com roupas no chão. Eles vieram atrás de dinheiro. Foi difícil. Não está sendo fácil para a gente”, afirmou.

Duas pessoas precisaram receber atendimento médico após o assalto. Entre elas estava a esposa de Jacó, que, segundo ele, passou mal depois da ocorrência. As duas vítimas foram levadas para um hospital de Campina Grande e receberam alta na manhã desta sexta-feira.

O assalto aconteceu por volta das 19h30 de quinta-feira. Conforme as informações repassadas à polícia, pelo menos quatro homens armados e encapuzados invadiram a residência, onde estavam familiares e outras pessoas. Os criminosos teriam levado mais de R$ 30 mil, além de joias, celulares e um veículo.

Operação continua nesta sexta-feira (02)

A Polícia Militar mantém uma operação para localizar os suspeitos. De acordo com o coronel Mário Xavier, um veículo apontado pela polícia como o mesmo utilizado no assalto foi identificado posteriormente em Campina Grande. Ao perceber a aproximação policial, os ocupantes fugiram em alta velocidade.

Durante a perseguição, o veículo capotou em uma estrada vicinal próxima à BR-230, na saída de Campina Grande em direção a João Pessoa. Os ocupantes abandonaram o carro e entraram em uma extensa área de mata. Segundo a PM, há a suspeita de que sejam os mesmos homens envolvidos no assalto à família de Jacó, mas a identificação ainda não havia sido concluída até a última atualização.

Mais de 50 policiais militares participam das buscas. A operação utiliza drones e helicóptero, além de equipes especializadas que realizam incursões na mata. O perímetro foi cercado e policiais também recebem informações de moradores que conhecem a região.

A área possui vegetação densa, grutas e pontos que podem ser utilizados como esconderijo, segundo a PM. Existe ainda a suspeita de que um dos procurados tenha ficado ferido durante o capotamento, informação que também ainda precisa ser confirmada.

Um casal encontrado nas proximidades chegou a ser colocado sob custódia para averiguação. A Polícia Militar, porém, ressaltou que os dois não estavam, naquele momento, identificados como suspeitos ou acusados de participação no crime. A eventual relação deles com a ocorrência ainda estava sendo verificada.

Até a última atualização, nenhum dos homens procurados na mata havia sido preso. A operação continua para localizar os envolvidos e esclarecer se o grupo perseguido nesta sexta-feira é efetivamente o mesmo responsável pela invasão à residência.

Outros casos são investigados

O caso acontece após outras invasões recentes a residências de figuras políticas na Paraíba. Em setembro, foram registradas ocorrências nas casas do prefeito de Boqueirão, Marcos Freitas, e do presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino.

A eventual relação entre os episódios ainda depende das investigações policiais. Não há, até o momento, confirmação de motivação política para o assalto à residência de Jacó Maciel.
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