“Não me deixem partir sem garantia de que a democracia está assegurada”, afirmou Erundina durante a manifestação. Em outro momento, pediu a participação das novas gerações: “Eu quero os jovens me ajudando a lutar pela democracia”.
Aos 91 anos, a fala chamou atenção não apenas pelo conteúdo político, mas pela trajetória da paraibana, que acumula mais de quatro décadas em cargos eletivos e continua participando diretamente da vida pública brasileira.
Erundina nasceu em Uiraúna, no Sertão da Paraíba
Luiza Erundina de Sousa nasceu em 30 de novembro de 1934, em Uiraúna, município do Alto Sertão paraibano. Ela completa 92 anos no próximo mês.
Formada em Serviço Social pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Erundina iniciou a trajetória profissional ainda na Paraíba e atuou como professora e assistente social antes de se estabelecer em São Paulo.
Registros da Câmara dos Deputados mostram que ela trabalhou em Campina Grande e João Pessoa, foi professora da Faculdade de Serviço Social da capital paraibana e ocupou funções no antigo Instituto Nacional de Previdência Social, o INPS.
Formada em Serviço Social pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Erundina iniciou a trajetória profissional ainda na Paraíba e atuou como professora e assistente social antes de se estabelecer em São Paulo.
Registros da Câmara dos Deputados mostram que ela trabalhou em Campina Grande e João Pessoa, foi professora da Faculdade de Serviço Social da capital paraibana e ocupou funções no antigo Instituto Nacional de Previdência Social, o INPS.
Da Paraíba para a política de São Paulo
Foi em São Paulo que Erundina consolidou sua carreira política.
Filiada ao PT, elegeu-se vereadora de São Paulo, com mandato entre 1983 e 1987. Depois, tornou-se deputada estadual paulista, cargo que exerceu de 1987 a 1988.
Em 1988, protagonizou um dos principais momentos de sua trajetória ao vencer a eleição para a Prefeitura de São Paulo.
Erundina tornou-se a primeira mulher eleita prefeita da maior cidade do Brasil e administrou a capital paulista entre 1989 e 1992.
A vitória teve forte repercussão nacional à época também por seu perfil: uma mulher nordestina, assistente social e candidata de esquerda assumindo o comando da maior cidade do país.
Filiada ao PT, elegeu-se vereadora de São Paulo, com mandato entre 1983 e 1987. Depois, tornou-se deputada estadual paulista, cargo que exerceu de 1987 a 1988.
Em 1988, protagonizou um dos principais momentos de sua trajetória ao vencer a eleição para a Prefeitura de São Paulo.
Erundina tornou-se a primeira mulher eleita prefeita da maior cidade do Brasil e administrou a capital paulista entre 1989 e 1992.
A vitória teve forte repercussão nacional à época também por seu perfil: uma mulher nordestina, assistente social e candidata de esquerda assumindo o comando da maior cidade do país.
Deixou o PT e continuou na esquerda
A relação de Erundina com o PT terminou em 1997, após divergências internas acumuladas desde sua passagem pela Prefeitura de São Paulo. Naquele ano, ela deixou a legenda e ingressou no PSB.
Mesmo fora do partido de Lula, manteve-se no campo político da esquerda e, posteriormente, filiou-se ao PSOL, legenda pela qual exerce atualmente mandato na Câmara dos Deputados.
Erundina está em seu sétimo mandato como deputada federal. Sua primeira legislatura na Câmara começou em 1999, e o atual mandato vai até 2027.
Durante a atuação parlamentar, teve projetos transformados em lei em áreas como proteção às mulheres, infância, saúde e enfrentamento à violência doméstica.
Mesmo fora do partido de Lula, manteve-se no campo político da esquerda e, posteriormente, filiou-se ao PSOL, legenda pela qual exerce atualmente mandato na Câmara dos Deputados.
Erundina está em seu sétimo mandato como deputada federal. Sua primeira legislatura na Câmara começou em 1999, e o atual mandato vai até 2027.
Durante a atuação parlamentar, teve projetos transformados em lei em áreas como proteção às mulheres, infância, saúde e enfrentamento à violência doméstica.
Aos 91 anos, foi eleita novamente
A participação no ato pró-Lula aconteceu apenas uma semana depois de Erundina conquistar mais um mandato eletivo.
Nas eleições de 4 de outubro de 2026, ela decidiu disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e foi eleita com 169.567 votos, ficando na 13ª posição entre os candidatos eleitos para a Casa.
Com o resultado, Erundina tornou-se, aos 91 anos, a deputada estadual mais velha eleita no Brasil em 2026. Quando assumir o mandato, em 2027, terá 92 anos.
O novo cargo representa também uma espécie de retorno: antes de comandar a Prefeitura de São Paulo, ela já havia ocupado uma cadeira na Assembleia paulista entre 1987 e 1988.
Nas eleições de 4 de outubro de 2026, ela decidiu disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e foi eleita com 169.567 votos, ficando na 13ª posição entre os candidatos eleitos para a Casa.
Com o resultado, Erundina tornou-se, aos 91 anos, a deputada estadual mais velha eleita no Brasil em 2026. Quando assumir o mandato, em 2027, terá 92 anos.
O novo cargo representa também uma espécie de retorno: antes de comandar a Prefeitura de São Paulo, ela já havia ocupado uma cadeira na Assembleia paulista entre 1987 e 1988.
Vídeo foi gravado em ato na Avenida Paulista
O vídeo que ganhou repercussão foi registrado durante uma manifestação realizada no domingo (11), na Avenida Paulista, em São Paulo.
O evento reuniu Lula, lideranças políticas, movimentos sociais, estudantes, artistas e apoiadores da candidatura petista. Erundina subiu ao palco e fez um breve discurso relacionando sua trajetória política à defesa da democracia.
Ao pedir a participação dos jovens, ela afirmou ter dedicado a vida à causa democrática e declarou apoio à permanência de Lula na Presidência.
A manifestação integrou uma série de atos realizados no país durante o início do segundo turno.
O evento reuniu Lula, lideranças políticas, movimentos sociais, estudantes, artistas e apoiadores da candidatura petista. Erundina subiu ao palco e fez um breve discurso relacionando sua trajetória política à defesa da democracia.
Ao pedir a participação dos jovens, ela afirmou ter dedicado a vida à causa democrática e declarou apoio à permanência de Lula na Presidência.
A manifestação integrou uma série de atos realizados no país durante o início do segundo turno.
Lula e Flávio Bolsonaro disputam segundo turno
O Brasil volta às urnas em 25 de outubro para escolher o próximo presidente da República.
A disputa será entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio terminou na primeira colocação com 56.103.033 votos, equivalentes a 47,03% dos votos válidos. Lula recebeu 53.870.724 votos, ou 45,16%. Como nenhum dos candidatos ultrapassou 50% dos votos válidos, a eleição foi para o segundo turno.
Desde então, as duas campanhas intensificaram agendas de rua, participação em eventos, articulações políticas e mobilizações nas redes sociais.
É nesse contexto que o vídeo de Erundina passou a circular.
A disputa será entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio terminou na primeira colocação com 56.103.033 votos, equivalentes a 47,03% dos votos válidos. Lula recebeu 53.870.724 votos, ou 45,16%. Como nenhum dos candidatos ultrapassou 50% dos votos válidos, a eleição foi para o segundo turno.
Desde então, as duas campanhas intensificaram agendas de rua, participação em eventos, articulações políticas e mobilizações nas redes sociais.
É nesse contexto que o vídeo de Erundina passou a circular.

