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Paraíba

André Coutinho recorre ao STF contra cassação e tenta suspender novas eleições em Cabedelo

Publicado em 18/12/2025 às 17:51 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
Foto: Reprodução/ Instagram
O ex-prefeito de Cabedelo, André Coutinho (Avante), ingressou na quarta-feira (17) com um pedido de liminar no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) que cassou seu mandato e determinou a realização de novas eleições no município. Nesta quinta-feira (18), o processo foi distribuído ao gabinete do ministro André Mendonça.

Na petição, à qual a imprensa teve acesso, a defesa de André Coutinho solicita urgência na análise do pedido, sob o argumento de que a manutenção da decisão da Justiça Eleitoral poderia causar dano irreparável ao regime democrático. Os advogados sustentam que o ex-prefeito não teve garantido o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa, especialmente no que se refere à produção e contestação de provas no processo.

Enquanto o caso tramita nas instâncias superiores, o presidente da Câmara Municipal de Cabedelo, Edvaldo Neto, assumiu o comando do Poder Executivo de forma interina na segunda-feira (15). A posse ocorreu após o afastamento de Coutinho, até a realização do novo pleito.

Também nesta quinta-feira (18), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou um recurso apresentado pela defesa de André Coutinho e manteve Edvaldo Neto como prefeito interino do município. Segundo o advogado Walter Agra, o pedido rejeitado tratava-se de uma liminar para impedir a posse do presidente da Câmara, já efetivada no início da semana.

Apesar da decisão desfavorável, a defesa informou que irá apresentar um novo recurso, na forma de agravo, com expectativa de julgamento em fevereiro.

Ainda nesta quinta, o TRE-PB definiu a data da eleição suplementar para escolha do novo prefeito de Cabedelo. O pleito foi marcado para o dia 12 de abril de 2026, um domingo.

André Coutinho e a vice-prefeita Camila Holanda (PP) tiveram os mandatos cassados pela Justiça Eleitoral por irregularidades nas eleições de 2024. Ambos foram acusados de abuso de poder político e econômico e de captação ilícita de votos, com suposto envolvimento de facções criminosas, no âmbito de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) movida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE).

No julgamento, realizado no TRE-PB, cinco magistrados votaram pela cassação e um foi contrário. Além disso, um ex-prefeito do município, Vitor Hugo, foi condenado à inelegibilidade por oito anos.

Em junho deste ano, a Justiça Eleitoral já havia determinado a cassação dos mandatos, mas a decisão mais recente analisou recurso apresentado pela defesa, que acabou sendo rejeitado, mantendo os efeitos da condenação e levando à convocação de novas eleições no município.

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