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Paraíba

ALPB aprova programa para retorno assistido de pessoas em situação de rua a seus estados de origem

Publicado em 25/02/2026 às 06:00 Por Redação
Foto: ALPB
Foto: ALPB
A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) aprovou, na sessão desta terça-feira (24), o Projeto de Lei nº 6.379/2026, que cria o Programa Estadual “De Volta Para Minha Terra”. A proposta, apresentada pelo presidente da Casa, deputado Adriano Galdino (Republicanos), prevê o retorno assistido e voluntário de pessoas em situação de rua ao ente federativo de origem.

Na prática, o programa busca acolher e viabilizar o deslocamento de quem vive nas ruas e manifesta vontade de voltar ao seu estado, com acompanhamento social e apoio do poder público. O texto deixa claro que a adesão é voluntária e que não haverá remoção compulsória.

Durante a votação, parlamentares destacaram que a medida atende tanto paraibanos que migraram e não conseguiram se manter fora do estado quanto pessoas de outras unidades da Federação que vivem em situação de vulnerabilidade na Paraíba e não conseguem retornar por falta de recursos. O projeto também foi comparado a iniciativas recentes de outros municípios, como Florianópolis, mas o autor reforçou que o modelo paraibano não tem caráter coercitivo.

Pelo projeto, o Governo do Estado poderá executar o programa em parceria com prefeituras, União, órgãos de segurança pública, Defensoria Pública, Ministério Público e entidades da sociedade civil. Entre as ações previstas estão:

  • Identificar pessoas em situação de rua oriundas de outros estados;

  • Verificar vínculos familiares, comunitários e institucionais no local de origem;

  • Assegurar atendimento humanizado, com foco na proteção social;

  • Viabilizar o retorno seguro e assistido, com acompanhamento técnico;

  • Reduzir a vulnerabilidade social e os riscos associados à permanência prolongada nas ruas.

O programa poderá incluir passagens aéreas ou terrestres, alimentação durante o trajeto, acompanhamento social até o embarque e apoio para obtenção de documentos pessoais, entre outras medidas, conforme a disponibilidade orçamentária.

Na justificativa, Adriano Galdino afirmou que a população em situação de rua é um fenômeno complexo e crescente, ligado a fatores como desemprego, rupturas familiares, migração desassistida, dependência química e transtornos mentais. Segundo ele, quando há vínculos no local de origem, o retorno voluntário pode ser uma alternativa legítima e humanizada para favorecer a reconstrução de trajetórias de vida e o acesso a políticas públicas.

O deputado também destacou que a proposta está alinhada à Constituição Federal, à Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) e à Política Nacional para a População em Situação de Rua, que priorizam acolhimento humanizado e fortalecimento de vínculos familiares e comunitários.

Se sancionada, a lei entra em vigor 45 dias após a publicação. O governo ainda deverá regulamentar os procedimentos para a execução do programa.

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