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Paraíba

Adolescente confessa morte do padrasto após polícia descobrir contradições em Alcantil

Publicado em 17/08/2026 às 20:45 Por Lucas Rodrigues
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Um adolescente de 16 anos foi apreendido suspeito de matar a facadas o padrasto, Edivan José dos Santos, de 38 anos, dentro de uma residência em Alcantil, no interior da Paraíba. O crime aconteceu durante a madrugada e, inicialmente, a Polícia Civil recebeu a informação de que dois homens teriam invadido a casa enquanto a vítima dormia.

A versão, no entanto, começou a ser questionada ainda durante as primeiras diligências. Segundo o delegado Elias Rodrigues, responsável pela investigação, não havia sinais de arrombamento na residência. A companheira de Edivan, que estava no imóvel com um dos filhos, também apresentava um corte profundo em uma das mãos.

“Ela disse que estava dormindo com ele e acordou com ele já esfaqueado. Porém, verificamos que não havia arrombamento na porta”, explicou o delegado.

Depoimentos mudaram rumo da investigação

As contradições levaram os investigadores a aprofundar os depoimentos. Um dos enteados da vítima contou à polícia que o irmão, de 16 anos, teria cometido o crime após uma discussão dentro da residência.

De acordo com o delegado, havia consumo de bebidas alcoólicas e drogas antes da confusão. O adolescente teria reagido depois que o padrasto tratou mal a mãe. Uma briga começou e o jovem utilizou uma faca contra Edivan. A mulher teria sido ferida na mão ao tentar intervir.

A partir das informações, equipes do Grupo Tático Especial da Delegacia de Queimadas localizaram o adolescente na casa de uma amiga, ainda em Alcantil.

Segundo a Polícia Civil, ele confessou o ato durante o procedimento policial e foi apreendido em flagrante.

Polícia diz que mãe tentou proteger o filho

A investigação também aponta que a primeira versão apresentada pela companheira da vítima teria sido criada para proteger o adolescente.

“A versão que apresentou foi para realmente criar um álibi para o filho, para proteger o filho. Mas foi muito frágil por conta das evidências que já constatamos”, afirmou Elias Rodrigues.

A Polícia Civil informou ainda que Edivan era investigado por furtos na região, inclusive pelo furto recente de uma ovelha. Essa hipótese chegou a ser considerada inicialmente como uma possível linha para explicar o homicídio, mas perdeu força com o avanço das diligências.

O adolescente permanece à disposição da Justiça, enquanto a investigação continua para esclarecer todas as circunstâncias envolvendo o crime.
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