O levantamento analisa o pilar Acesso à Saúde, um dos dois eixos centrais da avaliação da política pública de saúde — o outro é Qualidade da Saúde. A separação entre esses pilares não é meramente metodológica: ela busca evitar que a simples existência de serviços de saúde mascare problemas estruturais, como baixa resolutividade, precariedade no atendimento ou desigualdade no acesso.
Estar na 22ª posição entre 26 capitais indica que João Pessoa ainda enfrenta limitações significativas na oferta e na facilidade de acesso aos serviços de saúde, sobretudo quando comparada a capitais do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No entanto, quando observada dentro do contexto nacional, sua posição à frente de dezenas de municípios de médio e grande porte demonstra que o cenário, embora desafiador, não é homogêneo nem isolado.
Em termos práticos, o resultado aponta que:
O Nordeste apresenta um quadro heterogêneo. Teresina (PI) é o principal destaque regional e nacional, figurando como 5ª colocada entre as capitais, superando inclusive grandes centros urbanos do país. Já Recife (PE) aparece em 7º lugar e Aracaju (SE) em 8º, demonstrando que bons resultados são possíveis mesmo em contextos de restrição fiscal.
Por outro lado, capitais como São Luís (23ª), Maceió (24ª) e Salvador (25ª) ocupam as últimas posições, evidenciando um fosso regional interno. João Pessoa se posiciona nesse grupo intermediário-inferior, à frente das capitais com pior desempenho, mas ainda distante das referências regionais e nacionais.
O ranking mostra um padrão claro:
A edição 2025 do ranking analisa municípios que concentram cerca de 60% da população brasileira. Estar na 378ª posição nacional coloca João Pessoa abaixo da média dos municípios avaliados, indicando que o desafio não é apenas regional, mas estrutural.
A garantia de acesso à saúde é apontada pelo estudo como um indicador-chave de bem-estar, longevidade, produtividade e competitividade econômica. Municípios que falham nesse aspecto tendem a enfrentar:
O próprio CLP faz um alerta central: acesso sem qualidade não cumpre a missão da política pública de saúde. Um município verdadeiramente competitivo é aquele que consegue oferecer serviços amplos, acessíveis e de boa qualidade, garantindo não apenas atendimento, mas resolutividade.
- Há estrutura mínima de acesso, mas com gargalos importantes, possivelmente relacionados à cobertura, distribuição territorial dos serviços e capacidade de atendimento;
- A capital ainda não conseguiu transformar políticas de saúde em vantagem competitiva urbana, como fizeram cidades líderes do ranking.
Nordeste: avanços pontuais, desigualdades persistentes
Por outro lado, capitais como São Luís (23ª), Maceió (24ª) e Salvador (25ª) ocupam as últimas posições, evidenciando um fosso regional interno. João Pessoa se posiciona nesse grupo intermediário-inferior, à frente das capitais com pior desempenho, mas ainda distante das referências regionais e nacionais.
Brasil: onde o acesso à saúde funciona melhor?
- Sul e Sudeste dominam as primeiras posições, com Vitória (1ª), Porto Alegre (2ª), Rio de Janeiro (3ª) e Belo Horizonte (4ª);
- Essas cidades combinam maior capacidade de investimento, redes consolidadas de atenção básica e especializada, além de melhor integração entre níveis de atenção.
A média nacional e o desafio estrutural
A garantia de acesso à saúde é apontada pelo estudo como um indicador-chave de bem-estar, longevidade, produtividade e competitividade econômica. Municípios que falham nesse aspecto tendem a enfrentar:
- Maior pressão sobre serviços de urgência;
- Piores indicadores de qualidade de vida;
- Impactos indiretos sobre educação, renda e desenvolvimento urbano.

