>A atividade foi promovida pelo projeto de extensão Mares Sem Plástico, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), e reuniu 83 voluntários entre as 8h e as 11h.
>Além das bitucas, foram encontrados materiais como embalagens, redes de pesca e até uma pinça cirúrgica descartada na faixa de areia.
>A mobilização integrou a programação do Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias, celebrado anualmente no terceiro sábado de setembro.
Ação busca chamar atenção para descarte irregular
>“Como um projeto institucional da UFPB, nós atuamos em dias comemorativos dentro do calendário do Ministério do Meio Ambiente para promover essa sensibilização, essa mobilização de voluntários”, explicou.
>Para o voluntário Daniel Machado, a preservação das praias depende também da participação da população.
>“A praia é um ecossistema importantíssimo para todos nós, e é dever nosso, assim como de todo cidadão, cuidar e preservar desse ecossistema maravilhoso”, afirmou.
Plástico pode virar micro e nanoplástico
>Com o tempo, objetos maiores podem se fragmentar em partículas cada vez menores, dando origem aos chamados microplásticos e nanoplásticos.
>“Ocorre a degradação desse plástico em tamanhos maiores para tamanhos menores, indo para escalas inclusive invisíveis, que não são vistas a olho nu”, explicou Cláudia Cunha.
>Segundo a professora, essas partículas já são encontradas em diferentes ambientes e também podem estar presentes na água, nos alimentos e no ar.
Resíduos são levados para laboratório da UFPB
>De acordo com a equipe, aproximadamente cinco toneladas de resíduos já foram retiradas de praias do litoral paraibano desde o início das atividades do projeto.
>Entre os itens armazenados para estudo estão bitucas de cigarro, redes de pesca e embalagens de medicamentos.
>O material também é utilizado em pesquisas relacionadas à presença de microplásticos e aos impactos dos resíduos sobre animais marinhos, além de atividades de educação ambiental.
>“Realizamos também pesquisa dentro de laboratórios e trazemos algumas investigações em relação ao microplástico, como também aos animais marinhos”, explicou a coordenadora.
Projeto atua desde 2019
>Nesta edição, participaram integrantes de grupo de escoteiros, da Comissão de Gestão Ambiental da UFPB, organizações não governamentais, voluntários e representantes de um hotel.
>Além da retirada de resíduos, o projeto utiliza as ações de campo para produzir dados e estimular mudanças de comportamento relacionadas ao descarte de lixo nas praias.

