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ONU aprova mudança em mapa-múndi para reduzir distorções no tamanho dos continentes

Publicado em 09/09/2026 às 13:00 Por Lucas Rodrigues
Foto: Reprodução / Mapa Equal Earth Map
Foto: Reprodução / Mapa Equal Earth Map
A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução que incentiva o uso de mapas capazes de representar com maior precisão as dimensões dos continentes. A mudança busca corrigir distorções históricas que fazem regiões como África, América do Sul e Sul da Ásia parecerem menores em relação a outras partes do planeta.

A proposta, intitulada “Corrija o mapa”, foi liderada pelo Togo e por outros países africanos. Na votação, realizada na sexta-feira (4), 164 países apoiaram a iniciativa. Os Estados Unidos votaram contra e seis países se abstiveram.

A discussão está relacionada principalmente à projeção de Mercator, criada em 1569 para auxiliar a navegação. Apesar da finalidade original, o modelo passou a ser amplamente utilizado em escolas, meios de comunicação, plataformas digitais e documentos oficiais.

O problema é que a projeção distorce as proporções das áreas à medida que se afastam da Linha do Equador. Com isso, determinadas regiões aparecem maiores do que realmente são em comparação com territórios próximos ao Equador.

Modelo Equal Earth é apresentado como alternativa

A União Africana defendeu a adoção da projeção Equal Earth, ou Terra Igual, desenvolvida para preservar melhor as proporções das áreas dos continentes. A expectativa da ONU é que a resolução estimule governos, organizações internacionais e outras instituições a adotarem representações cartográficas mais proporcionais.

Durante a discussão, representantes africanos argumentaram que a forma como o planeta é representado também influencia a percepção sobre países e continentes. O ministro das Relações Exteriores do Togo, Robert Dussey, afirmou que a decisão representa um compromisso com a precisão científica e com uma representação mais equilibrada do mundo.

A resolução não altera as dimensões geográficas conhecidas dos continentes, mas propõe substituir representações cartográficas que distorcem suas proporções por modelos que preservem melhor as áreas reais.

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