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Ex-técnico do Botafogo-PB diz que pagou passagem do próprio bolso após demissão e cobra rescisão

Publicado em 16/10/2026 às 14:56 Por Lucas Rodrigues
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
O ex-técnico do Botafogo-PB, Marcelo Fernandes, afirmou que precisou pagar do próprio bolso as passagens para deixar João Pessoa após ser demitido do clube, em setembro. Em entrevista ao Arena Correio, o treinador criticou a forma como foi desligado e revelou que pretende buscar seus direitos na Justiça após não conseguir um acordo sobre a rescisão contratual.

Marcelo deixou o comando do Belo em 26 de setembro, durante o quadrangular de acesso da Série C do Campeonato Brasileiro. Segundo ele, a demissão foi comunicada de surpresa, ainda no vestiário, após o empate sem gols contra o Maringá.

A saída aconteceu depois de uma recuperação na primeira fase. Após quatro derrotas consecutivas, o Botafogo-PB acumulou 11 jogos de invencibilidade e terminou a etapa na liderança. No quadrangular, entretanto, a equipe registrou três derrotas e um empate nos quatro primeiros confrontos.

O treinador afirmou que esperava continuar no clube e participar do planejamento para 2027. Segundo ele, a justificativa para a demissão teria sido apresentada posteriormente pelo presidente da SAF, Fillipe Félix, ao então executivo de futebol Fernando Leite, envolvendo a possibilidade de chegada de novos investidores.

A principal reclamação de Marcelo envolve as condições de sua saída. Ele relatou que permaneceu alguns dias em João Pessoa aguardando um acordo financeiro, mas precisou custear as próprias passagens e as do auxiliar Marcelo Copertino.

"Foi uma falta de respeito muito grande com a gente, porque não esperávamos esse tipo de tratamento. Saímos sem nada. Nem a passagem de volta foi dada, nem para mim nem para o meu auxiliar Marcelo Copertino", declarou.

De acordo com o treinador, o contrato era válido até 30 de outubro e previa multa equivalente a dois salários em caso de demissão. Marcelo afirmou que aceitou abrir mão de parte dos valores, mas a proposta apresentada pelo clube teria sido inferior ao esperado e com pagamento parcelado.

Apesar das críticas, o ex-técnico negou interferências da diretoria no trabalho da comissão técnica e descartou que pendências financeiras tenham provocado os resultados negativos no quadrangular. Ele reconheceu atrasos relacionados a direitos de imagem e a uma premiação, mas afirmou que essas questões não justificam o desempenho da equipe.

Marcelo encerrou a entrevista destacando a gratidão pela oportunidade de comandar o Botafogo-PB e pelo acolhimento da torcida, embora tenha demonstrado insatisfação com a condução de sua saída. Não há, no material divulgado, posicionamento da SAF sobre as declarações do treinador.
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