Sob o clima agradável do entardecer, o grupo de violoncelistas interpretou peças de Bach, Arvo Pärt, Villa-Lobos, entre outros nomes da música instrumental. Ao todo, 11 músicos participaram da apresentação, incluindo quatro mulheres.
Para Marcus Alves, diretor executivo da Funjope, o projeto tem desempenhado um papel importante na formação de um público que aprecia a música instrumental. “Os jardins do Hotel Globo ajudam muito quem está entrando em contato com esse gênero pela primeira vez. O pessoense tem redescoberto a beleza da sua cidade”, comentou.
Entre os presentes, estava Gabriela Estrela, moradora de Poço de José de Moura, que sempre inclui o Hotel Globo em seu roteiro quando visita João Pessoa. Ela afirma que o Sol Maior a ajuda a se desconectar da rotina e das telas. “Passo a contemplar o agora. A música instrumental me traz leveza e me conecta comigo mesma”, disse.
A professora Solange Rodrigues, paulista que vive na capital paraibana há seis meses, destacou a diversidade cultural local e a importância do acesso à música instrumental. Para ela, a falta de contato nas mídias populares impede muitas pessoas de descobrirem o gênero.
Apresentação e programação de fim de ano
Além do Sol Maior, o Hotel Globo receberá outras atrações na programação de fim de ano: o Quinteto Brassil, no dia 12, e o Festival Internacional de Arte Naif, de 19 de dezembro a 30 de janeiro.
Jackson do Pandeiro é homenageado com estátua restaurada
Segundo o diretor, outros monumentos assinados por artistas renomados também estão passando por recuperação. “Esse trabalho faz parte da orientação do prefeito Cícero Lucena. A ideia é reforçar o processo de preservação no Centro Histórico, que é um espaço de memória e cultura”, afirmou.
A trajetória do Rei do Ritmo
Sua carreira profissional ganhou força quando passou pela Rádio Tabajara e, depois, pela Rádio Jornal do Commercio, no Recife. Em 1953, aos 35 anos, lançou o primeiro disco, “Forró em Limoeiro”, e no ano seguinte se mudou para o Rio de Janeiro, onde gravou quatro discos e um LP. Na TV Tupi, chegou a comandar um programa dominical próprio.
Mesmo tendo perdido espaço nos anos 1960 com a ascensão de novos gêneros, Jackson permaneceu referência para gerações de músicos. Morreu em 1982, aos 62 anos, em Brasília. Seus restos mortais hoje estão em Alagoa Grande, em um memorial dedicado à sua história.

