Imagens compartilhadas mostram o prédio totalmente iluminado, atraindo olhares de quem passa pela área. A estrutura, que por si só já é um marco arquitetônico da capital, ficou ainda mais valorizada com o projeto especial de fim de ano.
O Palácio da Justiça, sede do Judiciário paraibano, tem uma história que remonta a 1939. O edifício foi originalmente construído para abrigar a Escola Normal do Estado, em um projeto encomendado ainda na gestão do presidente Camilo de Holanda (1916–1920) e desenvolvido pelo arquiteto Octavio de Gouveia Freire. Inaugurado como Instituto de Educação, o prédio mudou de função ainda no mesmo ano, quando o interventor Argemiro de Figueiredo o destinou à instalação definitiva do Tribunal de Justiça.
Com arquitetura eclética e influências neogóticas, o Palácio da Justiça passou por ampliações ao longo das décadas, buscando preservar o conjunto arquitetônico original. Em 1969, foi construído um bloco central com tipologia distinta, marcando uma nova fase na estrutura.
Tombado pelo IPHAN e pelo IPHAEP, o prédio é reconhecido como um dos mais significativos patrimônios históricos de João Pessoa. Desde 1965, abriga também a Cripta de Epitácio Pessoa, onde repousam os restos mortais do ex-presidente da República e de sua esposa.
Após uma ampla restauração concluída em 2023, o Palácio da Justiça foi reaberto ao público com seu valor histórico renovado — agora, em 2025, a decoração natalina reforça sua presença como ponto cultural e arquitetônico de destaque no Centro Histórico de João Pessoa.

