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Cultura

Ator Gracindo Jr. morre aos 83 anos no Rio de Janeiro

Publicado em 02/09/2026 às 10:53 Por Redação
Foto: Reprodução/ YouTube
Foto: Reprodução/ YouTube
O ator e diretor Gracindo Jr. morreu nesta quarta-feira (2), aos 83 anos, em sua casa, no Rio de Janeiro. Com mais de seis décadas de carreira, o artista teve uma trajetória marcada por trabalhos na televisão, teatro, cinema e rádio. A causa da morte não foi divulgada.

A informação foi confirmada pelo filho do ator, Pedro Gracindo. Filho do também ator Paulo Gracindo, um dos nomes históricos da dramaturgia brasileira, Gracindo Jr. acompanhou importantes momentos da televisão no país e esteve entre os profissionais que participaram da inauguração da TV Globo, em 1965.

Nascido no Rio de Janeiro em 21 de maio de 1943, Gracindo Jr. tinha como nome de batismo Epaminondas Xavier Gracindo. Ele começou a trabalhar na emissora antes mesmo da estreia oficial do canal, tendo sido contratado ainda em dezembro de 1964.

Gracindo Jr. participou de novelas que marcaram a televisão

Ao longo da carreira, Gracindo Jr. integrou o elenco de dezenas de produções. Nos primeiros anos da TV Globo, participou de novelas como “Rosinha do Sobrado” (1965), “Padre Tião” (1966), “A Rainha Louca” (1967), “A Próxima Atração” (1970), “O Bem-Amado” (1973), “Os Ossos do Barão” (1973) e “Supermanoela” (1974).

Um dos trabalhos de maior destaque ocorreu em “O Casarão”, de Lauro César Muniz, em 1976. Na novela, o ator interpretou o pintor João Maciel.

Na Globo, Gracindo Jr. também esteve em produções como “Jogo da Vida” (1981), “Mandala”, “O Salvador da Pátria” (1989), “Rainha da Sucata” (1990), “Deus nos Acuda” (1992), “Explode Coração” (1995) e “Celebridade” (2003).

Outro papel de repercussão foi na novela “Dona Beija”, exibida pela extinta Rede Manchete em 1986. Na produção, contracenou com Maitê Proença, com quem formou um dos pares românticos da trama.

Anos depois, a partir de 2006, o ator também passou por produções da Record, participando de “Cidadão Brasileiro” (2006), “Poder Paralelo” (2009), “Rei Davi” (2012) e “Plano Alto” (2014).

Carreira no teatro começou na década de 1960

A trajetória de Gracindo Jr. não ficou restrita à televisão. Sua carreira no teatro começou em 1961, com a peça “A Escada”, de Oswald de Andrade.

Ainda naquele ano, iniciou trabalhos como diretor com “A Longa Noite de Cristal”, de Oduvaldo Vianna Filho. Ao longo das décadas seguintes, participou de mais de 20 montagens como ator, produtor ou diretor.

Entre os trabalhos estão “A Megera Domada”, “Liberdade para as Borboletas”, “Oh, Que Delícia de Guerra!” e “Sinal de Vida”.

Gracindo Jr. também dirigiu os dois últimos espetáculos protagonizados pelo pai, Paulo Gracindo: “Num Lago Dourado”, em 1991, e “A História é uma História”, em 1993.

Família

Gracindo Jr. deixa a mulher, Daisy Poli, os filhos Gabriel, Pedro e Daniela Duarte, esta última fruto de seu relacionamento com a atriz Débora Duarte, além dos netos.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre velório e sepultamento do ator.

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