Cotidiano
TSE avalia suspender canais políticos com mais de 200 mil seguidores no WhatsApp antes do segundo turno
Publicado em 22/10/2026 às 08:30 Por Lucas Rodrigues
A proposta consta de uma minuta de resolução elaborada pelo ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE. O documento começou a circular entre os integrantes do tribunal após discussões realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20), com o objetivo de estabelecer medidas para conter a circulação de conteúdos eleitorais ilícitos no período decisivo do pleito.
De acordo com o gabinete de Mendonça, a elaboração do texto não representa uma iniciativa individual do ministro, mas segue a tradição de atribuir à vice-presidência a redação de normas eleitorais discutidas pela Corte.
O gabinete informou que a intenção é proteger a integridade da votação em um período considerado sensível, quando a divulgação de conteúdos irregulares pode ocorrer sem tempo suficiente para esclarecimentos, respostas ou decisões judiciais capazes de reduzir seus efeitos.
A minuta estabelece critérios relacionados ao conteúdo político-eleitoral e ao alcance dos canais, independentemente do candidato, partido ou posicionamento político. Caso seja aprovada, a regra deverá atingir canais que ultrapassem o limite de 200 mil seguidores, mesmo que sejam administrados por apoiadores.
Entre os canais potencialmente afetados estão o “Exército do Lula”, que alcançou cerca de 7 milhões de seguidores nesta quarta-feira (21), e o “Tropa do Flávio”, com aproximadamente 2 milhões. Ambos ultrapassam o limite previsto na proposta.
O texto pretende estender aos canais de transmissão de grande alcance restrições semelhantes às já aplicadas ao impulsionamento pago de propaganda eleitoral. A justificativa é que essas ferramentas podem alcançar milhões de usuários em pouco tempo, ampliando a repercussão de conteúdos considerados irregulares.
A discussão ocorre após decisões divergentes envolvendo o canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, determinou a suspensão da ferramenta após questionamentos apresentados pela campanha de Flávio Bolsonaro sobre suposta disseminação de desinformação.
Posteriormente, o corregedor nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, autorizou o restabelecimento do canal, por entender que não havia elementos suficientes para justificar a suspensão administrativa e que o assunto já estava sendo analisado judicialmente.
O canal voltou a ser suspenso após questionamentos sobre sua vinculação à campanha oficial e a necessidade de registro na Justiça Eleitoral. A ferramenta foi posteriormente liberada depois que a campanha realizou o cadastramento exigido.
Se aprovada, a nova resolução terá aplicação imediata e poderá alcançar canais políticos de grande audiência em todo o país. Até o momento, porém, não há determinação definitiva de suspensão generalizada dessas ferramentas. A eventual restrição dependerá da deliberação do plenário do TSE.
- João Pessoa terá semana gratuita de ciência e tecnologia em dezembro; veja programação
João Pessoa terá semana gratuita de ciência e tecnologia em dezembro; veja programação
Cotidiano
- UFPB vai leiloar carros, motos e outros equipamentos; veja como participar
UFPB vai leiloar carros, motos e outros equipamentos; veja como participar
Cotidiano
- Guarda Civil de João Pessoa fará mutirão para devolver cerca de 300 documentos e objetos perdidos; saiba como recuperar
Guarda Civil de João Pessoa fará mutirão para devolver cerca de 300 documentos e objetos perdidos; saiba como recuperar
Cotidiano

