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Cotidiano

Setor solar busca flexibilização de exigência do FINAME em financiamentos do FNE Sol

Publicado em 20/02/2026 às 15:30 Por Redação
A Associação Paraibana de Energias Renováveis (APB Renováveis) participou de reunião com a Superintendência Estadual do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) para discutir os impactos da exigência de equipamentos nacionalizados nas operações da linha de crédito FNE Sol. O encontro contou com o superintendente Rodrigo Araújo e integra mobilização nacional coordenada pela Coalizão Solar, liderada pelo Movimento Solar Livre (MSL).

Durante a agenda, a entidade apresentou ofício institucional assinado por associações estaduais de geração distribuída de diferentes estados solicitando a flexibilização da obrigatoriedade de equipamentos financiáveis via FINAME. De acordo com o documento, a exigência pode impactar os custos dos sistemas fotovoltaicos e influenciar a competitividade dos projetos, com possíveis reflexos na expansão da energia solar, especialmente na região Nordeste.

Representantes do setor avaliam que a limitação de fornecedores aptos ao financiamento pode alterar a dinâmica de preços e afetar a contratação de novos projetos. A cadeia produtiva regional envolve empresas integradoras, prestadores de serviço e profissionais técnicos, e utiliza linhas de crédito subsidiadas como instrumento relevante para viabilização de investimentos.

Segundo o presidente da APB Renováveis, Rafael Targino, a discussão envolve a análise dos efeitos da medida sobre o mercado e sobre os consumidores. “A avaliação do setor considera a necessidade de equilíbrio entre a política industrial e a viabilidade econômica dos projetos. A forma de implementação da regra e seus prazos são pontos centrais do debate”, afirmou.

Durante a reunião, o Banco do Nordeste informou que atua como executor da normativa vigente, cabendo eventual revisão da exigência à esfera federal responsável pela definição das diretrizes. O tema passa a ser acompanhado nacionalmente pela Coalizão Solar junto ao Governo Federal.

De acordo com Rafael Targino, a expectativa é que o assunto seja analisado nas instâncias competentes, com base em dados técnicos e nos possíveis impactos para empresas e consumidores da região.

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