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Cotidiano

Quarta-Feira de Cinzas: conheça o significado e a origem da data

Atualizada em 18/02/2026 às 01:55 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
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A Quarta-Feira de Cinzas marca, para os católicos, o fim do Carnaval e o início da Quaresma, período de 40 dias de preparação espiritual para a Páscoa. A data simboliza uma mudança de ritmo: sai a festa, entra o tempo de reflexão, penitência e conversão.

Durante as missas, é comum que os fiéis recebam cinzas na testa ou sobre a cabeça, em forma de cruz. Nesse momento, o sacerdote pode dizer duas frases tradicionais: “Convertei-vos e crede no Evangelho” ou “Do pó vieste e ao pó voltarás”. As expressões lembram tanto a necessidade de mudança de vida quanto a brevidade da existência humana.

Segundo especialistas em história da Igreja, o costume surgiu entre os séculos 3º e 4º, quando cristãos já usavam cinzas como sinal público de penitência. A prática foi oficializada na liturgia pelo papa Gregório Magno, no século 7º, quando a data passou a marcar formalmente o início do período de jejum e preparação para a Páscoa.

As cinzas carregam dois significados principais: o primeiro é lembrar que a vida é passageira e que o ser humano é limitado diante de Deus; o segundo está ligado ao arrependimento e à conversão, temas centrais da Quaresma. Diversos trechos da Bíblia reforçam essa simbologia, associando as cinzas tanto à penitência quanto à humildade e à condição humana.

Tradicionalmente, as cinzas usadas na celebração vêm da queima dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. Esse detalhe também tem valor simbólico: mostra o ciclo contínuo da liturgia e da vida cristã, que se renova a cada ano.

Para a Igreja Católica, a Quarta-Feira de Cinzas não é um dia de tristeza, mas de convite à mudança, ao autoexame e à renovação espiritual. É o início de um caminho que propõe mais atenção à fé, à oração e à prática da caridade.

Já entre outras denominações cristãs, especialmente igrejas evangélicas, a data não costuma ser celebrada com ritos específicos, embora muitas reconheçam o período da Páscoa e, em menor ou maior grau, o tempo de preparação que a antecede.

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