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Cotidiano

Projeto restringe programa emergencial para setor de eventos de 44 para 12 atividades econômicas

Publicado em 02/04/2024 às 11:52 Por Redação
Reprodução: Agência Câmara de Notícias
Reprodução: Agência Câmara de Notícias
O Projeto de Lei 1026/24 propõe mudanças significativas no Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), reduzindo o número de atividades econômicas beneficiadas de 44 para 12. Além disso, prevê uma reoneração gradual dos tributos até sua eliminação em 2027 para todos os setores.

Dentre as atividades excluídas do Perse estão empresas de bufê para eventos, filmagem publicitária, festas e eventos, aluguel de estruturas para eventos, transporte aquático de passageiros, agências de viagens, museus, zoológicos e parques nacionais.

Permanecem no programa, com alíquota diferenciada, restaurantes, bares, casas de festas, organizadores de feiras e congressos, produções musicais, teatrais e de dança, circos, sonorização e iluminação, e artes cênicas.

Segundo o projeto, os tributos PIS, Cofins e CSLL seriam gradualmente aumentados até atingirem 55% da alíquota normal em abril de 2024, chegando a 75% em 2026. O Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) permanece isento neste ano, seguindo o escalonamento das contribuições federais nos anos seguintes.

Atualmente, a Lei 14.148/21 isentou 44 atividades econômicas dos tributos federais por cinco anos, visando recuperar essas empresas dos impactos da pandemia. O projeto restringe esse benefício às empresas tributadas pelo lucro presumido, excluindo as de lucro real e lucro arbitrado.

Os líderes do governo e da federação PT-PV-PCdoB justificam a proposta como uma forma de aumentar a eficiência do gasto tributário e recompor as receitas públicas sem grandes impactos sociais e econômicos.

O projeto também prevê a regularização da situação das empresas que se beneficiaram indevidamente do Perse, permitindo que confessem e paguem os tributos devidos com juros, mas sem multas, dentro de um prazo de 90 dias da regulamentação do texto.

O fim do Perse está previsto em duas medidas provisórias enviadas pelo Executivo ao Congresso. Os autores do projeto argumentam a necessidade de um debate mais profundo sobre o assunto, propondo uma recomposição gradual das alíquotas até 2027 em vez da descontinuidade proposta nas MPs.

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