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Cotidiano

Procuradora do Trabalho diz que falta comprometimento das empresas com prevenção de acidentes

Publicado em 30/04/2024 às 13:16 Por Redação
Reprodução: Agência Câmara de Notícias
Reprodução: Agência Câmara de Notícias
Em uma audiência pública na Câmara dos Deputados, Cirlene Luiza Zimmermann, coordenadora de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho e da Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora do Ministério Público do Trabalho, destacou que a prevenção de acidentes ainda é vista como um custo pelas empresas, levando muitas delas a adotarem medidas mais baratas ou até mesmo a não tomarem nenhuma providência, resultando em acidentes.

A audiência, realizada em memória às vítimas de doenças e acidentes relacionados ao trabalho e em referência ao Abril Verde, teve como objetivo conscientizar sobre esse tema importante.

Zimmermann, também procuradora do Trabalho, enfatizou que a Constituição assegura o direito do trabalhador à redução dos riscos no ambiente laboral por meio de normas de saúde, higiene e segurança. Ela salientou que a faixa etária entre 18 e 24 anos é a mais afetada por acidentes e doenças no Brasil, evidenciando uma lacuna na educação sobre segurança no trabalho.

Para reverter esse cenário, Zimmermann defendeu a aprovação de um projeto de lei que inclui noções de segurança e saúde no trabalho no currículo da educação básica. O Projeto de Lei 559/24 está em análise na Câmara e precisa ser votado pelas comissões de Educação e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Além disso, Zimmermann mencionou a situação dos trabalhadores informais, como os vendedores de chá mate no Rio de Janeiro, que, embora capacitados pela prefeitura, não recebem atenção adequada à sua saúde e segurança no trabalho.

A audiência, solicitada pelo deputado Bohn Gass (PT-RS), também abordou casos de trabalho escravo, como o ocorrido em um frigorífico em Goiás, onde os funcionários trabalhavam por longas jornadas, e situações de trabalho análogo à escravidão no setor do comércio.

Pedro Tourinho de Siqueira, presidente da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho, destacou a importância de abordar também o adoecimento psíquico no ambiente de trabalho, citando dados que mostram o aumento de doenças mentais entre os afastamentos pelo INSS nos últimos anos.

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