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Cotidiano

Perda do olfato por mais de dez dias pode indicar problemas além da gripe; entenda os riscos

Publicado em 04/11/2026 às 09:45 Por Redação
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Foto: Reprodução / Redes Sociais
A dificuldade para sentir cheiros nem sempre está relacionada apenas a gripes ou resfriados. Quando a perda do olfato persiste por mais de dez dias, mesmo após a melhora da congestão nasal, o quadro pode indicar outras condições de saúde e merece avaliação especializada.

Segundo a médica otorrinolaringologista Mônica Medeiros, alterações na capacidade de identificar odores podem estar associadas à rinite alérgica, rinossinusite crônica, traumatismos cranianos e doenças neurológicas. O tabagismo e a exposição frequente a determinadas substâncias químicas também estão entre os fatores que podem comprometer essa função.

A perda total do olfato é chamada de anosmia, enquanto a redução parcial recebe o nome de hiposmia. Embora esses sintomas tenham ganhado maior atenção durante a pandemia de Covid-19, eles podem ocorrer por diferentes causas, inclusive alterações estruturais nas vias nasais.

A especialista também destaca que a capacidade de sentir cheiros pode diminuir naturalmente com o envelhecimento. No entanto, a idade não deve ser considerada a única explicação para o problema, principalmente quando a alteração surge de forma repentina ou permanece por muito tempo.

Além de afetar a percepção dos sabores e o prazer de comer, a perda do olfato pode representar riscos à segurança. Isso porque o organismo deixa de identificar adequadamente sinais de alerta, como cheiro de fumaça, possíveis vazamentos de gás e alimentos deteriorados.

O tratamento depende da causa identificada. Em situações relacionadas a inflamações nasais, o controle da doença pode ajudar na recuperação. Já em alguns casos de perda olfativa após infecções, o treinamento com diferentes odores pode ser indicado por profissionais especializados.

A médica alerta que o uso de medicamentos ou suplementos por conta própria não é recomendado. A orientação é procurar um otorrinolaringologista para investigar a origem do problema e definir a conduta adequada.

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