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Cotidiano

Pegadas de dinossauros com mais de 130 milhões de anos são identificadas em novos sítios na Paraíba

Publicado em 14/09/2026 às 10:00 Por Lucas Rodrigues
Foto: Divulgação / Corpo de Bombeiros Militar da P
Foto: Divulgação / Corpo de Bombeiros Militar da P
Dois novos sítios paleontológicos com registros fossilizados de mais de 130 milhões de anos foram identificados em Uiraúna, no Alto Sertão da Paraíba. Entre os achados estão pegadas atribuídas a dinossauros terópodes, animais bípedes e predominantemente carnívoros que habitaram a região durante o Cretáceo Inferior.

Os locais foram visitados nesta semana durante uma expedição científica que reuniu pesquisadores e contou com a participação de um integrante do Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba (CBMPB). O grupo realizou observações, levantamentos e registros dos vestígios encontrados.

A descoberta amplia o conhecimento sobre a presença de dinossauros no Vale do Rio do Peixe, região conhecida pela ocorrência de icnofósseis, nome dado a registros preservados da atividade de organismos, como pegadas e rastros.

Os vestígios atribuídos aos terópodes apresentam características associadas a esse grupo de dinossauros, cujas pegadas geralmente possuem marcas de três dedos. Até então, Uiraúna possuía apenas um registro paleontológico conhecido, identificado na década de 1980.

Participaram da expedição o cabo Francisco Fredson de Sousa, do 6º Batalhão de Bombeiro Militar e aluno da Especialização em Paleontologia da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB); o historiador Pablu Andrade, mestrando pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN); o professor Paulo Abrantes, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG); e o paleontólogo Fábio, formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

As informações coletadas serão utilizadas nas próximas etapas de catalogação e aprofundamento dos estudos. O trabalho deverá contribuir para o reconhecimento dos novos sítios e fornecer mais informações sobre os animais e as condições ambientais existentes no território paraibano há milhões de anos.

Os achados também ampliam o conjunto de registros paleontológicos conhecidos no Sertão e podem contribuir para iniciativas de preservação e valorização desse patrimônio.
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